Quando o evangelho se torna contracultural


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“Assim diz o Senhor: Ponham-se nas encruzilhadas e olhem; perguntem pelos caminhos antigos, perguntem pelo bom caminho. Sigam-no e acharão descanso” ‭‭(Jeremias‬ ‭6:16‬).

Uma vez crido e obedecido, o evangelho promove na pessoa um novo conjunto de valores e direção. Quando o número dos que seguem o evangelho se multiplica aos milhões, temos, portanto, um significativo contrapeso à cultura que os cerca. Nesse sentido, o termo evangélico numa cultura hedonista, secular, imoral e avessa à verdade certamente soará como contracultural.

Isso explica bem as variadas reações “conservadoras” à tentativa de fragmentação da família e a consequente influência dos pais na educação moral e religiosa dos filhos. O marxismo cultural compreendeu bem, usando um linguajar bem próximo, que um povo alienado é facilmente dominado. E nada mais alienante do que alimentar o homem da obsessão por sua natureza animal, isto é, entregando-o aos seus desejos sexuais por meio de uma cultura que celebra a libertinagem e o fim de qualquer repressão (isto é, uma moralidade).

O tsunami sexual que varre o país é filho de uma ideologia que busca destruir qualquer vestígio da divindade (Gn 1:26) deixado no ser humano Leia mais deste post

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Cristo determinou a disciplina na Igreja


bannerA Igreja de Cristo, olhando estritamente seu aspecto humano, é uma organização como outra qualquer. Todas as instituições possuem requisitos de admissão, manutenção e exclusão de seus membros. Um clube social, por exemplo, exige o pagamento de joia para aquele que propõe se associar a ele. Muitos outros exigem algum tipo de conformidade à atividade exercida pelo grupo, seja ela de cunho social, religiosa ou econômica.

Lembro-me de um partido político que é conhecido por sua bandeira inclusivista, tolerância religiosa e de promoção dos direitos humanos. Um de seus filiados, dizendo-se cristão, propôs uma alteração na Constituição. Logo no início, ela afirma que “todo poder emana do povo”. O deputado, baseando-se em sua fé em Deus, queria alterar a palavra “povo” para “Deus”. Em função disso, o partido tolerante não tolerou essa iniciativa e o expulsou de suas fileiras. Esse exemplo ilustra bem Leia mais deste post

O casamento puritano como um refúgio numa era de destruição da família


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“Quando um homem for recém-casado não sairá à guerra, nem se lhe imporá encargo algum; por um ano inteiro ficará livre na sua casa para alegrar a mulher, que tomou” (Deuteronômio 24:5).

A atual geração herdou e aperfeiçoou para si um conceito por demais desdenhoso sobre o matrimônio. A diferença desse conceito nos últimos cem anos é visível: em 1917, a maior conquista de um jovem comum era o casamento, de forma que, em sua adolescência e juventude, suas energias voltavam-se para constituir uma família. Hoje, contudo, esse objetivo é sistematicamente postergado: após a faculdade, após a aprovação em um concurso público ou após um mestrado profissionalizante.

O problema é notório: as pessoas estão constituindo famílias cada vez mais tarde, e não poucos casam-se após os trinta anos. Ter mais de um filho tornou-se uma empreitada rara. O casamento quase sempre é a última opção. Porque ele é visto como irrelevante. Esse é um dos frutos mais visíveis da secularização: a ausência de relacionamentos duradouros. Leia mais deste post

A disciplina definida


bannerNesse artigo comentaremos as principais razões que levam a igreja ao exercício de uma disciplina bíblica. A partir de uma definição concisa, analisaremos as implicações mais importantes para a Igreja quanto a esse assunto.

A disciplina eclesiástica é toda atividade da igreja que busca corrigir a prática de pecado em sua vida ou na de seus membros1. Portanto, seu principal objetivo é a correção. Além disso, ela busca levar a membresia local à conformidade aos mandamentos de Cristo. A razão de ser da disciplina é a própria natureza da Igreja: ela é a noiva de Cristo e será apresentada a ele santa e irrepreensível, conforme escreveu o Apóstolo Paulo aos efésios:

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Discernindo os tempos: uma geração que rejeita a disciplina


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“É notável que quando a disciplina sai da Igreja, Jesus vai junto com ela” – J. L. Dagg

No artigo Um tabu infernal: quando a ideologia suplanta a Bíblia, ressaltei o grande prejuízo que a mentalidade da nossa geração tem trazido ao ministério da pregação. Isso se dá pela maneira como parte da Igreja vê esse ofício atualmente. Cercados que estamos por um público que tem “coceira nos ouvidos” (2 Tm 4:3-4), a pregação é pressionada a reproduzir conceitos meramente humanos (psicologia secular2, ideologias políticas, pós-modernismo) a fim de omitir o escândalo do evangelho para um tempo que não suporta ouvir a verdade. Como exemplo principal, abordei o fato das preleções sobre o entendimento bíblico do inferno ser praticamente um tema extinto nos púlpitos modernos. Leia mais deste post

Asafe: da inveja para a graça 


O salmo 73 é um testemunho pessoal de um crente em Deus que teve sua vida arruinada, por um momento, pelo pecado da inveja. Seu nome era Asafe. Ele era músico e compositor e exercia uma posição importante no culto e no pensamento religioso de sua época, pois expressava, por meio de canções, as obras de Deus na vida diária de seus filhos.

Mesmo nessa posição, deixou-se dominar pela inveja. Por misericórdia divina, não sucumbiu a ela. No verso dois ele diz que quase se desviou, tamanho o estrago que ela fez a ele e à sua fé em Deus. No verso dezessete ele relata o início da sua restauração.

Sendo assim, à luz do do que Asafe vivenciou, o que podemos refletir sobre esse período de sua vida e os problemas de olhar a vida sob a ótica da inveja?  Leia mais deste post

Justificação pela fé: o legado da Reforma Protestante. Pra quem?


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“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus” (Romanos 5:1-2)

O assunto da justificação pela fé é um dos pilares do cristianismo, sem o qual a fé cristã não pode se sustentar. Ela é o coração do Evangelho. A descoberta desse assunto, escondido por séculos de domínio da teologia católica a respeito da salvação, selou a Reforma Protestante com Lutero e trouxe à luz preciosas verdades a respeito da salvação do pecador, sem as quais nenhuma esperança de reconciliação com Deus vinga. Olhando para a história, a justificação pelas obras apenas gerou medo, insegurança e religiosidade nos crentes.

Contudo, apesar de quase 500 anos após Lutero pendurar suas 95 teses na porta da igreja de Winttenberg, esse assunto ainda soa muito estranho aos cristãos de nossa era, de forma que alguns chegam a rejeitar a justificação pela fé somente. Leia mais deste post

O Juízo Final é coerente e crível


A maldade e a injustiça dominantes no mundo causam enorme decepção se vistas à luz do materialismo cientifico e filosófico. A crença na vida que termina com a morte, no Deus que “está morto” e na ausência de padrões somente pode levar ao pessimismo e ver a existência humana como algo selvagem. Talvez isso explique o fato de muitos pensadores dessa linha de visão terem cometigo suicídio.

A Bíblia é categórica: não só há vida após à morte, mas ela será definida por nossas escolhas antes da morte. Rejeitar o conhecimento de Deus ou descobrir nele a fonte da nossa vida são atitudes que tem implicações eternas.

Isso é, sem dúvida, um Oceano de esperança em meio ao pessimismo gerado pela incredulidade materialista. Posso descansar no fato de que toda maldade e injustiça serão punidas, que seus proponentes prestarão contas e pagarão por suas ações.

Sei que, embora Hitler tenha escapado das mãos dos seus vencedores, ele, contudo, não escapará de Deus; sei que a milhões de mortes geradas pelo aborto serão individualmente cobradas pelo Deus de toda vida; sei que governos, políticos e ideologias terão suas ações e motivações desnudadas perante Aquele que tudo sabe, que tudo vê; sei que todos comparecerão, um a um, para explicar a vida que escolheram aqui.

Sei também que a ilusão do pecado será cruelmente revelada aos que viveram para promovê-lo em vida, que não será necessária nenhuma palavra de condenação, dada a própria consciência encarregar-se desse serviço. A luxúria, o egoísmo, a vanglória, a opressão, a soberba, a mentira, que tanto perseguem o homem desde berço, se revelarão desprezíveis diante da santidade de Deus.

Tudo isso sei porque “sei em quem tenho crido”. Ser soberano, o criador de todas as coisas, o Altíssimo, santo e justo dá a Deus o direito legal de exigir de cada indivíduo a prestação de contas por suas obras. Portanto, o juízo final, o inferno e a eternidade são perfeitamente críveis e a mais pura realidade. Para o ímpio, desespero amargo. Para o crente, doce esperança.

Quanto a você que não creu ainda, saiba que estás em inimizade com Deus. A menos que se arrependa de seus pecados e creia que Jesus é o filho de Deus enviado para perdoar os pecados dos homens, todas as consequências de seres um pecador e Deus terrivelmente santo estarão sobre seus ombros.

Há, contudo, tempo. Deus chama todos ao arrependimento. Demorar é insensato.

“Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo” Romanos 14:10

“Antes todas as coisas estão patentes e nuas aos olhos daquele com quem temos de tratar” (Hebreus 4:13)

“E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”. (Apocalipse 20:11-15 – ARC)

 

No que em breve vem,

Tiago

Perguntas sobre a ressurreição de Jesus que os críticos se negam a responder


vazioDepois do Natal, a páscoa é o período festivo mais importante para os cristãos. Contudo, vale ressaltar que a comemoração é radicalmente diferente dos judeus. Enquanto estes comemoram a sua libertação do Egito, ocorrida sob ações maravilhosas do Senhor, aqueles celebram a redenção efetuada por Jesus na cruz, bem como a Sua ressurreição ao terceiro dia, conforme predito pelas Escrituras.

Se o nascimento virginal de Jesus é motivo de enorme desconfiança por parte dos críticos – há alguns que duvidam até da existência de um Jesus histórico – sua ressurreição também o é. Já se sabe que pessoas morriam crucificadas na época de Jesus. Mas a mensagem da ressurreição corporal é inédita. Por isso, para os críticos a páscoa cristã é tão questionável quanto o natal – nem perco meu tempo justificando se Jesus nasceu ou não em 25 de dezembro.

Mas há muitas respostas que os críticos não respondem quando se propõem a questionar a ressurreição literal de Jesus. Analisando os Evangelhos e as cartas apostólicas, com tantos detalhes que elas fornecem sobre a ressurreição de Jesus, fica claro que este tema não foi resultado de visões que os discípulos e as testemunhas oculares tiveram dele, mas de uma realidade registrada com riqueza de detalhes, tanto temporais quanto históricas.

Entretanto, se olharmos para fora dos relatos dos evangelhos sobre a ressurreição de Jesus, ainda assim surgem inúmeras perguntas cujas respostas os críticos se abstém de nos fornecerem como explicação para a não ressurreição literal do Filho de Deus. Eis algumas:

  1. O ineditismo cristão

Não há registro histórico de qualquer outra religião que baseia sua crença em uma ressurreição. Alias, para aquele período a ideia de uma ressurreição era inconcebível, tanto para a cultura Greco-romana quanto para o judaísmo. E nesse cenário, os discípulos de Jesus percorrem Jerusalém e toda a Judeia anunciando que o sepulcro estava vazio. Se essa mensagem é inédita na história das religiões, se a ideia de uma ressurreição humana era rejeitada pelo pensamento da época, como explicar, então, que a base da mensagem cristã seja justamente essa?

  1. A mensagem cristalizada

Outro fato que chama a atenção no discurso dos primeiros cristãos é que a proclamação da ressurreição de Jesus não foi algo planejado ou orquestrado como estratégia de aceitação – é o que acusam os críticos – visto que era uma ideia absurda. Não foi uma mensagem que resultou de reuniões, de estudos ou de alguma doutrinação. Foi uma mensagem que já nasceu pronta. Nasceu junto com o fato do túmulo vazio. Como essa mensagem pode ter surgido pronta, senão pelo fato de que Jesus tenha ressuscitado?

  1. A surpreendente conversão dos judeus

Também causa surpresa o fato de que muitos judeus aderiram à mensagem cristã. Para isto, tiveram que abrir mão de valores milenares de sua religião e cultura. Quem imaginaria um judeu adorando a um homem que se dizia Deus, sendo isto abominável a eles? Quem poderia supor a ideia de um judeu renunciando a toda uma estrutura religiosa de sacrifícios de animais, de datas e cerimoniais para viver agora pela graça de Deus? Como explicar a conversão de Saulo, um fariseu zeloso e que perseguiu a igreja primitiva? Só há uma resposta: “a esse mesmo Jesus […] Deus fez Senhor e Cristo” (Atos 2:36).

  1. A multidão de mártires

Os primeiros séculos do cristianismo assistiram a morte de milhares de cristãos, pelas mãos do império ou por perseguições articuladas pelos judeus incomodados com o crescimento da seita cristã. Começando por Estevão, depois por Tiago, Pedro, Paulo (antes Saulo), a história relata muitos entregues à morte por crer e proclamar a Jesus como Senhor e rei, assentado à destra de Deus. Muitos dos quais se tornaram motivo de entretenimento para multidões pagãs sedentas de sangue.

Diante disso, surge a pergunta: como explicar a morte de milhares de pessoas por uma mentira? Quem entregaria sua vida por uma causa incrível, ou, como acusam os críticos, lendária?

“Eu acredito nas testemunhas cujos pescoços são cortados”  – Blaise Pascal

Eu também.

Pelo visto, antes de ser uma questão de fé, a ressurreição de Jesus é uma questão de fatos. Eles estão registrados.

No que morreu e ressuscitou,

Tiago

Breve exposição no Salmo 23 – O testemunho da providência de Deus


23Poucos textos bíblicos são tão conhecidos como o Salmo 23. Mas será que temos a dimensão do que estes versículos significam? Pensando nisso, compartilho com você uma pequena exposição deste precioso salmo. Chamo sua atenção para o fato de Davi estar nos ensinando neles que a experiência com o Deus da Providência é uma experiência diária, baseada em nossa relação com Ele por meio do sacrifício de Cristo.

Além disso, este salmo é uma lição de como devemos lidar com a prosperidade com que o Senhor nos dispensa, algo muito conturbado em nossos dias com a famigerada teologia da prosperidade. Davi demonstra que a razão de sua felicidade, confiança e fidelidade a Deus não era resultado das bênçãos recebidas, mas a sua comunhão com o Pai. Que sigamos este exemplo!

Espero que você seja abençoado.

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