Justificação pela fé: o legado da Reforma Protestante. Pra quem?


FIDE

“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus” (Romanos 5:1-2)

O assunto da justificação pela fé é um dos pilares do cristianismo, sem o qual a fé cristã não pode se sustentar. Ela é o coração do Evangelho. A descoberta desse assunto, escondido por séculos de domínio da teologia católica a respeito da salvação, selou a Reforma Protestante com Lutero e trouxe à luz preciosas verdades a respeito da salvação do pecador, sem as quais nenhuma esperança de reconciliação com Deus vinga. Olhando para a história, a justificação pelas obras apenas gerou medo, insegurança e religiosidade nos crentes.

Contudo, apesar de quase 500 anos após Lutero pendurar suas 95 teses na porta da igreja de Winttenberg, esse assunto ainda soa muito estranho aos cristãos de nossa era, de forma que alguns chegam a rejeitar a justificação pela fé somente. Leia mais deste post

Anúncios

Lutero está contra a Igreja Brasileira


por Josaías Jr.

Depois de algum tempo tomando coragem, resolvi iniciar a leitura da famosa obra de Martinho Lutero, Da Vontade Cativa, em seu texto integral. Nesse trabalho, o reformador alemão responde a uma defesa da doutrina do livre-arbítrio feita pelo humanista Erasmo de Roterdã. Antes de entrar especificamente no assunto, o ex-monge trata de certas objeções que o filósofo católico levanta a respeito da necessidade dos mestres da igreja tratarem esse tema tão polêmico.

Para Erasmo, discussões que envolvem tópicos como livre-arbítrio, predestinação, contingência, necessidade e outras palavras complicadas não deveriam ser públicas, e essas questões não deveriam ser ensinadas ao povo. O reformador discorda de seu oponente e oferece algumas respostas para as objeções do humanista.

O curioso é que, apesar de ter escrito há quase 500 anos, os motivos que Erasmo levanta para que doutrinas mais complicadas não sejam discutidas é o mesmo argumento que muitos evangélicos brasileiros levantam hoje. E as resposta de Lutero são mais atuais que nunca. Leia mais deste post

%d blogueiros gostam disto: