As áreas vitais da disciplina eclesiástica


bannerToda igreja bíblica se sustenta sobre um tripé: pureza doutrinária, pureza de vida e unidade. Inevitavelmente, uma vez que o pecado se instale dentro da congregação, uma dessas áreas será afetada por ele. E, às vezes, de forma irreversível, a ponto de uma determinada igreja não mais ser considerada bíblica. Portanto, essas áreas da igreja exigem constante vigilância e disciplina. A negligência delas faz a igreja tombar.

  1. Pureza doutrinária

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Os principais objetivos da disciplina eclesiástica


banner“Se me fosse perguntado por que a Igreja encontra-se nesse perigoso estado eu responderia que, em última análise, é porque ela tem falhado em aplicar a disciplina” – Martyn Lloyd Jones

Eu penso que somente quando resgatarmos o valor e o significado da Igreja, como eles são demonstrados nas Escrituras, é que regressaremos à correta disciplina eclesiástica. Como já mencionado em artigos anteriores, a Igreja de Cristo ostenta virtudes que a distinguem completamente de qualquer outra instituição humana. E os objetivos de toda disciplina eclesiástica visam justamente à preservação dessas virtudes. Nesse artigo iremos destacar as principais. Leia mais deste post

As etapas da disciplina bíblica


bannerNo primeiro artigo, vimos como chegamos até o atual panorama de indisciplina que fere a igreja em geral, analisando as mudanças de mentalidade ocorridas durante os últimos duzentos anos.

No segundo, tentei trazer uma visão geral sobre o assunto, conforme ele é mencionado nas Escrituras. Tanto para nos familiarizar com as principais referências bíblicas quanto para nos alertar do nosso deve em observar esse mandamento de Cristo.

No terceiro e no quarto, analisamos os principais textos dos evangelhos que nortearam a aplicação deste princípio no seio da igreja apostólica. Também vimos que é uma ordem expressa do Senhor Jesus, o que torna a disciplina eclesiástica um dever de toda igreja que confessa a Jesus como salvador. Leia mais deste post

Sobre a admissão e exclusão de membros


banner“Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:33).

No artigo anterior, vimos a importância que há no correto entendimento sobre a membresia da igreja. Não é um entendimento que caiba somente à liderança local, mas que deve ser de todos os seus integrantes. É um mecanismo de defesa.

Uma das marcas que a crise do discipulado trouxe sobre a igreja moderna é justamente um entendimento errado sobre como se constrói uma membresia saudável e bíblica. Essa falha se inicia já por meio de um discipulado (a diferença entre disciplina e discipulado já discutimos anteriormente) que não incute nas pessoas a observância dos mandamentos do Senhor Jesus e nem por eles ensina nutrir amor.

Temos a noção de que o discipulado consiste em ensinar às pessoas a cantarem os louvores que cantamos, a vestirem-se e a frequentarem os mesmos lugares que frequentamos. A ostentarem trejeitos e vocabulários específicos de “crentes”. Leia mais deste post

Cristo determinou a disciplina na Igreja


bannerA Igreja de Cristo, olhando estritamente seu aspecto humano, é uma organização como outra qualquer. Todas as instituições possuem requisitos de admissão, manutenção e exclusão de seus membros. Um clube social, por exemplo, exige o pagamento de joia para aquele que propõe se associar a ele. Muitos outros exigem algum tipo de conformidade à atividade exercida pelo grupo, seja ela de cunho social, religiosa ou econômica.

Lembro-me de um partido político que é conhecido por sua bandeira inclusivista, tolerância religiosa e de promoção dos direitos humanos. Um de seus filiados, dizendo-se cristão, propôs uma alteração na Constituição. Logo no início, ela afirma que “todo poder emana do povo”. O deputado, baseando-se em sua fé em Deus, queria alterar a palavra “povo” para “Deus”. Em função disso, o partido tolerante não tolerou essa iniciativa e o expulsou de suas fileiras. Esse exemplo ilustra bem Leia mais deste post

O casamento puritano como um refúgio numa era de destruição da família


casamento

“Quando um homem for recém-casado não sairá à guerra, nem se lhe imporá encargo algum; por um ano inteiro ficará livre na sua casa para alegrar a mulher, que tomou” (Deuteronômio 24:5).

A atual geração herdou e aperfeiçoou para si um conceito por demais desdenhoso sobre o matrimônio. A diferença desse conceito nos últimos cem anos é visível: em 1917, a maior conquista de um jovem comum era o casamento, de forma que, em sua adolescência e juventude, suas energias voltavam-se para constituir uma família. Hoje, contudo, esse objetivo é sistematicamente postergado: após a faculdade, após a aprovação em um concurso público ou após um mestrado profissionalizante.

O problema é notório: as pessoas estão constituindo famílias cada vez mais tarde, e não poucos casam-se após os trinta anos. Ter mais de um filho tornou-se uma empreitada rara. O casamento quase sempre é a última opção. Porque ele é visto como irrelevante. Esse é um dos frutos mais visíveis da secularização: a ausência de relacionamentos duradouros. Leia mais deste post

A disciplina definida


bannerNesse artigo comentaremos as principais razões que levam a igreja ao exercício de uma disciplina bíblica. A partir de uma definição concisa, analisaremos as implicações mais importantes para a Igreja quanto a esse assunto.

A disciplina eclesiástica é toda atividade da igreja que busca corrigir a prática de pecado em sua vida ou na de seus membros1. Portanto, seu principal objetivo é a correção. Além disso, ela busca levar a membresia local à conformidade aos mandamentos de Cristo. A razão de ser da disciplina é a própria natureza da Igreja: ela é a noiva de Cristo e será apresentada a ele santa e irrepreensível, conforme escreveu o Apóstolo Paulo aos efésios:

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Discernindo os tempos: uma geração que rejeita a disciplina


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“É notável que quando a disciplina sai da Igreja, Jesus vai junto com ela” – J. L. Dagg

No artigo Um tabu infernal: quando a ideologia suplanta a Bíblia, ressaltei o grande prejuízo que a mentalidade da nossa geração tem trazido ao ministério da pregação. Isso se dá pela maneira como parte da Igreja vê esse ofício atualmente. Cercados que estamos por um público que tem “coceira nos ouvidos” (2 Tm 4:3-4), a pregação é pressionada a reproduzir conceitos meramente humanos (psicologia secular2, ideologias políticas, pós-modernismo) a fim de omitir o escândalo do evangelho para um tempo que não suporta ouvir a verdade. Como exemplo principal, abordei o fato das preleções sobre o entendimento bíblico do inferno ser praticamente um tema extinto nos púlpitos modernos. Leia mais deste post

Os puritanos e o ministério


puritanos

O termo “Puritano” foi usado pela primeira vez no reinado de Elizabeth (1558–1603) como uma expressão de reprovação para aqueles que, aos olhos dos seus oponentes, eram muito tomados com a pureza da Igreja visível. Os Puritanos consideravam incompletas as reformas religiosas do reinado de Edward VI (1547–53). A Igreja na Inglaterra foi grandemente reformada em doutrina, mas no seu governo e na sua prática, existia muito para o que não havia base bíblica. Quando Elizabeth subiu ao trono em 1558, ela produziu o que mais tarde foi conhecido como a “acordo religioso Elizabetano”, que basicamente era um dispositivo político – o objetivo principal da rainha era consolidar a sua própria posição. Isso levou a uma “Igreja aberta”, que podia e que realmente aceitava quase que tudo dos fanáticos Papistas, por um lado, e quase que tudo dos Reformadores persuadidos, por outro lado.

Os Puritanos, crendo como eles criam que as Escrituras são a única regra para a prática tanto quanto para a doutrina da Igreja, opunham-se ao novo regime religioso. Eles encontraram-se em oposição a Elizabeth, a James I e a Charles I e, embora desfrutassem de um rápido período de trégua sob a lei de Cromwell, eles foram forçados a deixar a Igreja da Inglaterra em 1662, quando aproximadamente 2.000 ministros recusaram submeter-se ao Ato de Uniformidade. Em todo o século dezessete e também depois, a influência dos Puritanos diminuiu continuamente e, até que uma nova onda de interesse nos seus escritos aparecesse na década de 50 (em grande parte através do trabalho da organização “Banner of Truth Trust”), eles permaneceram como que algo de uma imparidade histórica, aos olhos da maioria. Leia mais deste post

Intercessão limitada: é pela Igreja que Jesus intercede


Resultado de imagem para expiação ilimitadaA oração de Jesus em João 17 é a sua mais longa e detalhada registrada pelas Escrituras. Mas ela também é muito significativa. Se por um lado aprendemos com Jesus no que consiste a intercessão que agrada o coração do Pai, por outro, por ela, podemos aprender como a Igreja é o alvo do seu mais torrencial amor.

Ao fazer essa oração, Jesus estava na iminência de ser preso e enfrentar toda a humilhação nas mãos dos judeus e romanos. Com seu espírito angustiado e temendo o pior, ele expõe seu coração nessa oração. Se no momento da morte é comum que valorizemos somente aquilo que é realmente importante, então o fato de Jesus fazer de sua oração uma belíssima intercessão pela Igreja (pelos eleitos e a unidade deles) demonstra o valor que ela possui para Ele.

Logo de início, o texto de João deixa claro por quem Jesus está intercedendo: pela Igreja e não pelo mundo. Em sua oração, o Senhor deixa clara a distinção que há entre esses dois “mundos”. E ele faz questão de frisar que não tem em mente, em sua oração, aqueles que não foram ou não serão redimidos. Leia mais deste post

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