Quando o evangelho se torna contracultural


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“Assim diz o Senhor: Ponham-se nas encruzilhadas e olhem; perguntem pelos caminhos antigos, perguntem pelo bom caminho. Sigam-no e acharão descanso” ‭‭(Jeremias‬ ‭6:16‬).

Uma vez crido e obedecido, o evangelho promove na pessoa um novo conjunto de valores e direção. Quando o número dos que seguem o evangelho se multiplica aos milhões, temos, portanto, um significativo contrapeso à cultura que os cerca. Nesse sentido, o termo evangélico numa cultura hedonista, secular, imoral e avessa à verdade certamente soará como contracultural.

Isso explica bem as variadas reações “conservadoras” à tentativa de fragmentação da família e a consequente influência dos pais na educação moral e religiosa dos filhos. O marxismo cultural compreendeu bem, usando um linguajar bem próximo, que um povo alienado é facilmente dominado. E nada mais alienante do que alimentar o homem da obsessão por sua natureza animal, isto é, entregando-o aos seus desejos sexuais por meio de uma cultura que celebra a libertinagem e o fim de qualquer repressão (isto é, uma moralidade).

O tsunami sexual que varre o país é filho de uma ideologia que busca destruir qualquer vestígio da divindade (Gn 1:26) deixado no ser humano Leia mais deste post

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Apêndice: uma análise de 1 Coríntios 5:1-7


bannerO príncipe dos puritanos, John Owen (1616-16830, deixou uma vasta obra teológica, na qual ele comenta, em riqueza de detalhes, quase todos os assuntos da vida da igreja. Em um capítulo sobre a administração da excomunhão na igreja, ele comenta sobre a disciplina eclesiástica e suas aplicações. O The Banner of Truth Trust1, importante veículo de propagação das obras puritanas em língua inglesa, publicou um e-book com essa abordagem de Owen, intitulado Church Discipline2 (Disciplina Eclesiástica). Com isso, eu compartilho um trecho muito rico de sua análise de 1 Coríntios 5:1-7, no conhecido caso de incesto praticado na igreja de coríntios. Vamos a ele: Leia mais deste post

As áreas vitais da disciplina eclesiástica


bannerToda igreja bíblica se sustenta sobre um tripé: pureza doutrinária, pureza de vida e unidade. Inevitavelmente, uma vez que o pecado se instale dentro da congregação, uma dessas áreas será afetada por ele. E, às vezes, de forma irreversível, a ponto de uma determinada igreja não mais ser considerada bíblica. Portanto, essas áreas da igreja exigem constante vigilância e disciplina. A negligência delas faz a igreja tombar.

  1. Pureza doutrinária

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Os principais objetivos da disciplina eclesiástica


banner“Se me fosse perguntado por que a Igreja encontra-se nesse perigoso estado eu responderia que, em última análise, é porque ela tem falhado em aplicar a disciplina” – Martyn Lloyd Jones

Eu penso que somente quando resgatarmos o valor e o significado da Igreja, como eles são demonstrados nas Escrituras, é que regressaremos à correta disciplina eclesiástica. Como já mencionado em artigos anteriores, a Igreja de Cristo ostenta virtudes que a distinguem completamente de qualquer outra instituição humana. E os objetivos de toda disciplina eclesiástica visam justamente à preservação dessas virtudes. Nesse artigo iremos destacar as principais. Leia mais deste post

As etapas da disciplina bíblica


bannerNo primeiro artigo, vimos como chegamos até o atual panorama de indisciplina que fere a igreja em geral, analisando as mudanças de mentalidade ocorridas durante os últimos duzentos anos.

No segundo, tentei trazer uma visão geral sobre o assunto, conforme ele é mencionado nas Escrituras. Tanto para nos familiarizar com as principais referências bíblicas quanto para nos alertar do nosso deve em observar esse mandamento de Cristo.

No terceiro e no quarto, analisamos os principais textos dos evangelhos que nortearam a aplicação deste princípio no seio da igreja apostólica. Também vimos que é uma ordem expressa do Senhor Jesus, o que torna a disciplina eclesiástica um dever de toda igreja que confessa a Jesus como salvador. Leia mais deste post

Sobre a admissão e exclusão de membros


banner“Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:33).

No artigo anterior, vimos a importância que há no correto entendimento sobre a membresia da igreja. Não é um entendimento que caiba somente à liderança local, mas que deve ser de todos os seus integrantes. É um mecanismo de defesa.

Uma das marcas que a crise do discipulado trouxe sobre a igreja moderna é justamente um entendimento errado sobre como se constrói uma membresia saudável e bíblica. Essa falha se inicia já por meio de um discipulado (a diferença entre disciplina e discipulado já discutimos anteriormente) que não incute nas pessoas a observância dos mandamentos do Senhor Jesus e nem por eles ensina nutrir amor.

Temos a noção de que o discipulado consiste em ensinar às pessoas a cantarem os louvores que cantamos, a vestirem-se e a frequentarem os mesmos lugares que frequentamos. A ostentarem trejeitos e vocabulários específicos de “crentes”. Leia mais deste post

Cristo determinou a disciplina na Igreja


bannerA Igreja de Cristo, olhando estritamente seu aspecto humano, é uma organização como outra qualquer. Todas as instituições possuem requisitos de admissão, manutenção e exclusão de seus membros. Um clube social, por exemplo, exige o pagamento de joia para aquele que propõe se associar a ele. Muitos outros exigem algum tipo de conformidade à atividade exercida pelo grupo, seja ela de cunho social, religiosa ou econômica.

Lembro-me de um partido político que é conhecido por sua bandeira inclusivista, tolerância religiosa e de promoção dos direitos humanos. Um de seus filiados, dizendo-se cristão, propôs uma alteração na Constituição. Logo no início, ela afirma que “todo poder emana do povo”. O deputado, baseando-se em sua fé em Deus, queria alterar a palavra “povo” para “Deus”. Em função disso, o partido tolerante não tolerou essa iniciativa e o expulsou de suas fileiras. Esse exemplo ilustra bem Leia mais deste post

O casamento puritano como um refúgio numa era de destruição da família


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“Quando um homem for recém-casado não sairá à guerra, nem se lhe imporá encargo algum; por um ano inteiro ficará livre na sua casa para alegrar a mulher, que tomou” (Deuteronômio 24:5).

A atual geração herdou e aperfeiçoou para si um conceito por demais desdenhoso sobre o matrimônio. A diferença desse conceito nos últimos cem anos é visível: em 1917, a maior conquista de um jovem comum era o casamento, de forma que, em sua adolescência e juventude, suas energias voltavam-se para constituir uma família. Hoje, contudo, esse objetivo é sistematicamente postergado: após a faculdade, após a aprovação em um concurso público ou após um mestrado profissionalizante.

O problema é notório: as pessoas estão constituindo famílias cada vez mais tarde, e não poucos casam-se após os trinta anos. Ter mais de um filho tornou-se uma empreitada rara. O casamento quase sempre é a última opção. Porque ele é visto como irrelevante. Esse é um dos frutos mais visíveis da secularização: a ausência de relacionamentos duradouros. Leia mais deste post

A disciplina definida


bannerNesse artigo comentaremos as principais razões que levam a igreja ao exercício de uma disciplina bíblica. A partir de uma definição concisa, analisaremos as implicações mais importantes para a Igreja quanto a esse assunto.

A disciplina eclesiástica é toda atividade da igreja que busca corrigir a prática de pecado em sua vida ou na de seus membros1. Portanto, seu principal objetivo é a correção. Além disso, ela busca levar a membresia local à conformidade aos mandamentos de Cristo. A razão de ser da disciplina é a própria natureza da Igreja: ela é a noiva de Cristo e será apresentada a ele santa e irrepreensível, conforme escreveu o Apóstolo Paulo aos efésios:

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Discernindo os tempos: uma geração que rejeita a disciplina


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“É notável que quando a disciplina sai da Igreja, Jesus vai junto com ela” – J. L. Dagg

No artigo Um tabu infernal: quando a ideologia suplanta a Bíblia, ressaltei o grande prejuízo que a mentalidade da nossa geração tem trazido ao ministério da pregação. Isso se dá pela maneira como parte da Igreja vê esse ofício atualmente. Cercados que estamos por um público que tem “coceira nos ouvidos” (2 Tm 4:3-4), a pregação é pressionada a reproduzir conceitos meramente humanos (psicologia secular2, ideologias políticas, pós-modernismo) a fim de omitir o escândalo do evangelho para um tempo que não suporta ouvir a verdade. Como exemplo principal, abordei o fato das preleções sobre o entendimento bíblico do inferno ser praticamente um tema extinto nos púlpitos modernos. Leia mais deste post

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