POR QUE UMA FÉ SEM (BONS) LIVROS É UMA FARSA 


Não é de hoje que a pouca compreensão da fé cristã tem trazido enormes prejuízos para a expansão do evangelho. Basta ler autores dos últimos três séculos para comprovar que eles também se punham a exortar os cristãos professos a serem mais conscientes da fé que ostentavam, tanto em suas bênçãos quanto em seus custos.

Se o cristianismo é o que afirma ser, se ele julga possuir a melhor explicação para a realidade da existência humana, se ele possui as mais profundas verdades para explicar o propósito da vida e o que acontece após a morte, então como explicar um número absurdo de cristãos em nossas igrejas incapazes de organizar e harmonizar as verdades e os fatos bíblicos a fim de explicar a razão da sua esperança e lutar para que elas sejam também conhecidas por outros? A resposta parece simples: COSMOVISÃO – dentre tantas definições, cosmovisão é um conjunto de crenças que orienta sua maneira de entender e se portar neste mundo.

A despeito de ter acesso a um volume de informação jamais alcançado por gerações anteriores, o crente de hoje é um ferrenho adepto do antiintelectualismo, alguém que dá pouco valor a uma fé culta. Além de uma baixa leitura bíblica – comprovada por um desconhecimento gritante de histórias famosas – poucos são os que se lançam à leitura estruturada (aquela que vai além de um livro a cada quatro meses), e uma quantidade ainda menor lê corretamente. Ouço com tristeza que há evangélicos louvando seu hábito de leitura com Augusto Cury, Benny Hinn, Joyce Meyer, etc. Autoajuda, temas terapêuticos e abordagens alegóricas de passagens bíblicas são seduções que poucos crentes são capazes de vencer.

Esse cenário lamentável explica a falta de uma cosmovisão cristã no seio do evangelicalismo brasileiro. Não poucos são os incapazes de enxergar esse mundo à luz das implicações de sua fé. Isso implica em uma fé misturada a erros que são reputados como virtudes; a chamar de bíblica uma posição anticristã ou mesmo a reputar como heresia uma doutrina bíblica. Ou pior: dizendo-se seguidor de Jesus, mas portando uma cosmovisão completamente secular. Mais formada pela revista Época do que pela Bíblia.

Alguém pode argumentar que a Bíblia basta. Eu sei que basta. Mas desde que você esteja de posse de informações elementares para entendê-la com proveito, que, eu duvido muito, você consiga alcançar sem apropriar-se dos resultados do esforço de gente vários séculos que se debruçou sobre questões da nossa fé.

Não quero me deter muito nessa questão. Meu grande objetivo com esse post é indicar alguns livros que podem auxiliar a formação de uma cosmovisão cristã robusta. Obviamente que eles não esgotam o referido propósito. Lê-los significa entender e organizar um volume de informação que parece perdido na mente de muitos dos nossos irmãos. E os frutos resultantes permitiriam a igreja lançar-se mais ousada e preparadamente na propagação do evangelho.

Boa leitura!

1. Cristianismo Básico – John Stott

2. Crer é também pensar – John Stott

3. O Deus que intervém – Francis Shaeffer

4. A morte da razão – Francis Shaeffer

5. O Deus que se revela – Francis Shaeffer

6. A fé na era do ceticismo – Timothy Keller

7. Ortodoxia – G. K. Chesterton

8. Cristianismo Puro e Simples – C. S. Lewis

9. A Fé Crista – Thomas Watson

10. Confissões – Agostinho

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Sobre Blog do Lino
Sou filho de Deus.

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