O poder na fraqueza dos crentes


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Ora, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos. Nem muitos os nobres que são chamados. Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes; e Deus escolheu as coisas ignóbeis do mundo, e as desprezadas, e as que não são, para reduzir a nada as que são; para que nenhum mortal se glorie na presença de Deus. Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção; Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor. (I Corintios 1:26-31)

Deus não escolheu mostrar Seu poder na fraqueza da mensagem senão também na fraqueza de quem recebe a mensagem. Os versículos 26-27 descrevem os crentes em Corinto. Não havia evidências de sabedoria nem de poder entre a gente convertida ali, senão mais bem o contrário. São termos fortes os que Paulo usa no versículo 27: louca, fraca, ignóbil, desprezada do mundo… Nesta classe de gente havia atuado o poder de Deus. A estratégia divina não mudou. Deus segue escolhendo o que para o mundo “não é” para desfazer o que tem pretensão de ser algo.

Nos versículos que seguem, o apóstolo explica que Deus quis faze-lo para que ninguém se jacte em Sua presença. Todo o crédito da salvação pertence unicamente a Deus. Por Ele, e só pro Ele, Jesus Cristo é para nós sabedoria, justificação, santificação e redenção

Cristo é nossa justificação porque por Ele fomos posto em harmonia com Deus. Isto já aconteceu no passado. Cristo ademais é nossa santificação, que é o processo que transcorre no presente e pelo qual chegamos a ser como Ele. E em terceiro lugar, é nossa redenção. O contexto indica que se refere à redenção de nossos corpos, e por isso faz referência indireta à glória futura.

Estas três realidades são evidência do poder de Deus em nós por meio de Cristo. Em outras palavras, Cristo é a demonstração do poder de Deus nestes três fatos que se cumprem, respectivamente, no passado, no presente e no futuro. Em nenhum sentido podemos atribuir estas realidades a algum mérito nosso. Tudo se deve à graça de Deus, através de Cristo na cruz.

O primeiro capítulo desta carta de Paulo culmina no versículo 31, onde o apóstolo cita o profeta Jeremias. Ainda que a referência de Paulo não é completa, vale a pena ler no Antigo Testamento, por sua pertinência neste tema:

Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em entender, e em me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço benevolência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor. (Jeremias 9:23-24)

A maioria dos convertidos de Corinto pertencia aos níveis mais baixos da sociedade. Ainda que havia exceções, não havia entre eles pessoas de influencia; tão pouco eram aristocratas nem intelectuais. Mais bem, os que aceitavam o evangelho eram os incultos, os pobres, os socialmente excluídos e os escravos. O fato de que o evangelho havia chegado a eles para os salvar e os transformar, foi outra evidência que Paulo usou para mostrar que o poder de Deus se manifesta na fraqueza humana.

A quem pregamos?

Como aplicamos este ensinamento à situação de hoje? O apóstolo não afirma em nenhum momento que Deus nunca salva pessoas inteligentes, ricas ou influentes. Paulo mesmo, antes Saulo de Tarso, era uma pessoa instruída e sábia. Em Corinto se havia convertido Crispo, regedor e chefe da sinagoga local. É interessante a quem Paulo menciona nas saudações que envia a igreja em Corinto à em Roma, na carta que Paulo os escreve estando em Corinto. Um dos mencionados no último capítulo é Gaio, um homem tão rico que poderia ter oferecido hospitalidade a toda a comunidade cristã em Corinto. Outro deles, Erasto, era encarregado das obras públicas da cidade.

Estes exemplos são importantes para que façamos uma correta aplicação dos ensinamentos do apóstolo. Seria errado pensar, por exemplo, que não devemos evangelizar os universitário, os líderes da comunidade ou os ricos. O que Paulo declara é que o poder de Deus só produz salvação nos fracos. Se alguém que é forte do ponto de vista humano quer ser salvo, deve estar disposto a se tornar fraco. Jesus Cristo ensinou claramente esta verdade, quando bendisse aos meninos e disse que os que querem entrar no Reino de Deus têm que se fazer como um deles (Marcos 10:13-15).

Fonte: Sinais de uma igreja viva 

Leia a série completa AQUI 

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