Comodidade Cristã: uma escolha covarde


cmcComodidade. Essa é a busca incessante de muitos que se lançam ao serviço cristão – ou ministério, como você preferir. Isso me faz, às vezes,  me questionar profundamente para saber se eu mesmo entendi os custos de uma vida voltada à igreja.

Onde dos maiores males na igreja moderna é sua completa absorção do pragmatismo – conceito filosófico do final do Século XIX que prioriza os resultados práticos e rápidos -, onde o máximo resultado é buscado com o menor esforço. Pior do que isso, esse mesmo pragmatismo leva pessoas a ver a igreja em termos de números: de membros, de templos, de dizimistas, de pessoas alcançadas (ou seriam pessoas aliciadas?).

Jesus não era escravo de números em seu ministério, bem como não há um texto sequer que o mencione preocupado com eles. Para Jesus não havia o que pudesse impedi-lo de se dedicar a uma só pessoa (a mulher samaritana, a mulher fenícia, a mulher do fluxo de sangue, Zaqueu, dentre tantos outros). Diferentemente dos lideres modernos, a ênfase de Jesus era o ser humano, e não um aglomerado dele. 

Preocupa-me a visão que novos líderes tem formado sobre a igreja. É incrível como a autodoação, o serviço, o sacrifício, a privação do conforto e da segurança, o discipulado e a intercessão são objetivos distantes deles. Não choram pela igreja, não buscam edificá-la, não clamam para que Deus a desperte. Não tem compaixão da fraqueza do próximo e não ajudam os fracos. Antes, os condenam. Adotam uma visão tão rígida de si mesmos e do irmão ao lado, tornando-se insensíveis aos seus problemas. Na verdade a relação com o próximo é como de duas pessoas na fila do MacDonald’s: nenhuma.

Não buscam meios de ver a igreja crescendo no conhecimento de Deus e seu bendito amor, mas apenas em termos numéricos. Para isso se valem de estratégias onde o irmão a ser alcançado é visto como um cliente, um consumidor religioso, e a igreja uma espécie de comércio da fé, e não um ambiente de crescimento e transformação.

Também vejo pessoas impacientes. Não são sensíveis aos problemas e limitações da igreja local, preferindo a posição cômoda do criticismo vazio, em vez de serem elas mesmas a mudança que querem ver.  Criticam a ignorância bíblica alheia, mas não fazem nada para muda-lá; criticam as poucas atividades realizadas, mas não se lançam a fazer uma sequer.

Se você almeja fazer algo pela igreja, então deve se livrar  do conceito de mega templos, com milhares de membros; com estrutura de ensino impecável, de sonoplastia idem; com visão missionária abrangente e recursos fartos; com membros ativos e frutíferos.

Esqueça isso. Deus quer você na sua igreja local com todos os defeitos que você identifica nela. Mesmo com membros instáveis, púlpito vacilante, visão embassada, objetivos tímidos e recursos escassos, você pode ser muito útil. Mas o seja com humildade, tendo sempre em vista seus próprios erros e pecados, longe de se achar o padrão moral, intelectual e espiritual a ser seguido.

A igreja clama por isso. Ela espera por servos, por homens comuns, por discípulos autênticos de Jesus, por quem viva o amor na prática. Ela está cansada da turma que faz muito barulho, que se acha o novo Martinho Lutero, mas que não conhece suas necessidades e anseios. Não se esqueça: a comodidade não tem nada a te oferecer.

Tiago

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Sou filho de Deus.

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