O verdadeiro evangelismo – Martyn Lloyd Jones


lloydNão existe evangelismo verdadeiro sem a doutrina do pecado, e, por semelhante modo, sem a compreensão do que seja o pecado. Não quero ser injusto, mas assevero que um Evangelho que meramente diga “Venha a Jesus”, oferecendo-o como amigo, oferecendo aos homens uma maravilhosa vida nova, mas sem o antecedente da convicção de pecado, não é o Evangelho do Novo Testamento.

A essência do evangelismo consiste em se começar a pregação pelas exigências da lei; e é por causa do fato de que a lei não vem sendo pregada devidamente que há tanto evangelismo superficial. Examine a questão por meio do próprio ministério do Senhor Jesus, e você não poderá evitar a impressão de que, vez por outra, longe de pressionar as pessoas para que O seguissem e se decidissem por Ele, Ele colocou grande obstáculos no caminho delas. É como se Jesus estivesse dizendo: “Você percebe o que está fazendo? Você já calculou o preço? Você percebe onde isso poderá levá-lo? Você sabe o que significa negar-se a si mesmo e diariamente tomar sua cruz e seguir-me?”.

O evangelismo autêntico, assevero eu, em virtude da doutrina do pecado, sempre deve ter inicio pela pregação das exigências da lei. Isso explica que a humanidade está diante da santidade de Deus, que os homens são confrontados pelos seus requisitos e pelas horrendas consequências do pecado. É o próprio Filho de Deus quem adverte os homens da possibilidade de serem lançados no inferno. Ora, se porventura você não gosta da doutrina do inferno, então está simplesmente discordando do Senhor Jesus. Ele, que é o Filho de Deus, acreditava na existência do inferno; e é na exposição que Ele fez sobre a verdadeira natureza do pecado que descobrimos que ele ensinou que o pecado, em última análise, leva ao inferno. Assim sendo, o evangelização de uma pessoa deve começar pela santidade de Deus, pela pecaminosidade do homem, pelas exigências da lei, pela punição determinada pela lei, e, finalmente, pelas eternas consequências do mal e da prática da injustiça.

Somente o indivíduo que foi levado a perceber a sua própria culpa, dessa maneira, pode recorrer a Cristo, para dele receber livramento e redenção. Qualquer crença no Senhor Jesus que não esteja alicerçada nesses fatores, não é uma crença autêntica em Cristo. Uma pessoa pode ter um tipo de crença pscicológica, até mesmo no Senhor Jesus Cristo; mas a crença legítima enxerga nele o Libertador que nos livra da maldição da lei. O verdadeiro evangelismo começa por aí, e, como é óbvio, envolve, primariamente, a chamada ao arrependimento, “…arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (Atos 20:21).

Fonte: Estudos No Sermão do Monte – Editora Fiel. 

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