O Primeiro diálogo


O Relato do evangelho de Lucas sobre a salvação do ladrão que estava sendo crucificado com Jesus é belíssimo. Enquanto os outros evangelhos citam somente a presença dos dois ladrões e suas posições, Lucas – que nos apresenta Jesus cheio de graça e compaixão em busca do pecador arrependido – traz à tona um diálogo de extremo aprendizado para nós que recebemos Cristo como nosso Salvador – inclusive você que ainda não o recebeu. Este comentário está baseado em Lucas 23:40-43, Romanos 3:20-31, Efésios 2:8-9, Filipenses 2:5-11, Isaías 53 e João 14:13-14.

Nada proveniente de Jesus o conduziu àquela terrível e humilhante condenação. Ele foi contado com os transgressores; estava morrendo ao lado de pessoas que eram escórias de sua sociedade no mais repugnante tipo de morte, embora não tenha cometido injustiça e nem houvesse engano em sua boca. Ele estava, como um cordeiro mudo para o sacrifício, nos substituindo ali. Sem mais tirar ou acrescentar a esse episódio, era essa a relação entre Jesus e os dois ladrões. Um terrível contraste se estabeleceu no Gólgota.

Surpreendentemente um deles sabiamente entendeu tudo isso. Possivelmente chegou aos seus ouvidos o que Jesus fizera durante três anos de ministério e quem Ele era. Se não, ele de alguma forma conheceu as profecias a respeito dele ou tivera, em algum momento, com Jesus em um de seus ensinamentos. Independente do meio, ele concluiu que um homem único e incomparável estava ao seu lado sofrendo por nossos pecados, enfermidades e dores, inclusive por seus crimes, por cada dano que ele causou aos outros e por suas próprias mazelas. Era também por sua causa que Cristo estava ali. Aquele ladrão entendeu que estava exatamente no dia, na hora e no local do cumprimento da maior Obra já realizada. Mais do que isso, ele reconheceu sua vida de pecado ao lado daquele que poderia salvá-lo. Por se colocar no seu devido lugar e reconhecer quem estava ao seu lado, ele foi capaz de iniciar um dialogo e clamar por salvação.

Após repreender seu colega de condenação, ele faz um pedido fascinante a Cristo. “Lembra-te de mim quando entrares no teu reino”. O mundo O rejeitou e não suportou Sua presença, mas Deus O recebeu; os homens O humilharam e difamaram enquanto os anjos O saudaram com louvores e honra; o mundo O crucificou, mas Deus O coroou. O que nenhum homem e nenhum ritual pôde fazer, Jesus estava conquistando. Deus estava sendo glorificado como nunca fora antes e nós estávamos sendo aceitos de volta. Faltava muito pouco para o Rei dos reis ser recebido em Seu Reino e isso selaria definitivamente nosso futuro e sua exaltação. O Reino dos céus estava preparado para recebê-lo para que todo o domínio, força, riquezas e poder residisse nele. Um Reino que não é deste mundo, não é comida, não é bebida, mas é poder, justiça e paz, do qual somos todos participantes.

Parece que ele viu tudo isso ao clamar a Jesus e isso foi determinante para a resposta que ele recebeu da boca do Filho de Deus. Não há nada mais importante, amado do Senhor, do que nos aproximarmos de Cristo assim. Essas etapas precisam ser cuidadosamente cumpridas para que alcancemos sua Graça. O ladrão primeiramente colocou-se no seu devido lugar, lugar de um pecador justamente arruinado. Após isso, ele entronizou Jesus e reconheceu sua autoridade e poder. Então, ele entendeu que só Jesus o poderia livrar.

Esse deve ser o primeiro diálogo de um pecador que busca salvação em Jesus. Somente após obter acesso ao Seu Reino, pela fé nele, é que estará apto a receber bênçãos e qualquer outra coisa de suas mãos. Para nós que estamos salvos, quem somos e quem Cristo é nunca deve ser esquecido.

Como Deus é glorificado quando nos encurvamos perante seu Filho e nos entregamos a Ele! Como exaltamos Seu nome quando pedimos e clamamos por Jesus, quando só vemos Jesus, quando nossa maior riqueza é Jesus, quando nossa única esperança é Jesus, quando Jesus vem em primeiro lugar em nossas escolhas, decisões e atitudes. Jesus no Centro de nossas vidas. Nada mais, nada menos. Tudo isso, não se esqueça, começa no primeiro diálogo.

Em Cristo,

Tiago Lino

Publicado originalmente aqui em 24 de novembro de 2010

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