Conclusão: Princípios que devem governar nosso Evangelismo


Evangelismo

Nosso evangelismo, portanto, deve ser motivado pelos seguintes interesses:

  • Uma grande paixão por Deus para fazer Seu nome e glória conhecidos por toda a terra.
  • Um profundo interesse pelos eleitos de Deus, de maneira que eles também obtenham a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna.
  • Um grande deleite em Cristo, nosso salvador, pelo qual nós alegremente transbordamos em palavras de louvor e testemunho.
  • A determinação em ser tão fieis, naturais, claros e sérios em nossa apresentação do Evangelho de maneira que o não eleitos sejam indesculpáveis por sua rejeição a Cristo.
  • A confiança de que Deus é sempre triunfante na pregação do evangelho, que os resultados ( seja salvação ou condenação) sejam ordenados por Deus, cumprindo a proposta que ele designou.

Claro que Deus enviará Seu gracioso Espírito se nós tivermos essa motivação com verdadeira sinceridade e seriedade. Nós devemos continuamente orar para sermos preenchidos com tal paixão por Deus de maneira que o evangelismo seja para nós espontâneo e natural e que seja acompanhado pelos frutos do Espírito de Deus.

Que nosso bendito Deus possa nos conduzir em contínuo triunfo, proclamando Sua glória e graça. A ele seja a glória eternamente!

Outras Vozes

Charles H. Spurgeon, Manhã e à Noite, devoção para a manhã de 4 de dezembro.


“porque tenho muita gente nesta cidade”  –  Atos 18:10

Esse deve ser um grande encorajamento para tentar fazer o bem, uma vez que Deus tem, entre o mais vil dos vis, o mais reprovável, o mais debochado e embriagado, um povo eleito que deve ser salvo. Quando você entrega a Palavra para eles, você o faz porque Deus tem ordenado que você seja o mensageiro de vida para suas almas, e eles devem recebê-la, para que o decreto da predestinação seja executado. Eles são tão redimidos pelo sangue quando os santos diante do trono eterno. Eles são propriedade de Cristo e ainda, talvez, sejam amantes da cerveja da casa e inimigos da santidade. Mas se Jesus os comprou Ele os terá. Deus não é infiel para esquecer o preço que Seu Filho pagou. Ele não permitirá que  Sua substituição seja um caso qualquer, coisa morta. Dezenas de milhares de redimidos não foram regenerados ainda, mas eles o serão.  Esse é o nosso conforto quando nós vamos a eles com a Palavra vivificadora de Deus.

Além disso, esses são os ímpios por quem Cristo intercedeu diante do trono. “Não rogo somente por estes”, disse o grande intercessor, “mas por eles também que crerão em mim através da Sua Palavra”. Pobre e ignorante almas, eles não sabem nada sobre a intercessão que é feita, mas Jesus por eles intercede. Seus nomes estão em Seu peitoral, e em breve eles terão de dobrar seus joelhos teimosos, respirando o suspiro penitencial diante do trono da graça. “O tempo dos figos não é agora”. O momento predestinado ainda não chegou, mas, quando chegar, eles obedecerão, pois Deus terá seu próprio momento. Eles devem, porque Espírito não pode ser resistido quando Ele vier com grande poder. Eles devem se tornar os bons servos do Deus vivo. “Meu povo se apresentará voluntariamente no dia do meu poder”. “Ele justificará a muitos”. “Ele verá o fruto do trabalho de Sua alma”. Por isso eu lhe darei uma porção entre os grandes, e ele dividirá os despojos com os fortes”.

 

Walter Chantry, O Evangelho de hoje – Autêntico ou sintético? (Edingurgh: The Banner of Truth Trust, 1970), pág 23.


Contudo, o interesse pela nobre alma humana não é o supremo motivo que moveu Cristo para testemunhar este pecador. Correndo mais profundo dentro de Seu peito era um amor de Deus. Embora induzido pelo desejo de salvar os homens, Cristo foi primeiramente motivado por um desejo de glorificar Seu Pai. Você não pode cuidadosamente ler os evangelhos e falhar em ver que o principal objetivo do nosso Senhor era, em cada ato, fazer a vontade de Seu Pai e fazer Sua glória conhecida dos homens.

 

John Piper, Alegrem-se as nações! (Grand Rapids: Baker Book House, 1996), p. 11…


Missões não é o objetivo final da igreja. Adoração é. Missões existem porque adoração não existe. A adoração é o final, não missões, porque Deus é último, não o homem. Quando o essa era se findar, e incontáveis milhões de redimidos prostrarem suas faces diante do trono de Deus, missões não mais existirão. Ela é uma necessidade temporária. Mas a adoração permanece para sempre.

A adoração, portanto, é o combustível e o objetivo em missões. Ela é o objetivo de missões porque em missões nós simplesmente visamos trazer as nações para o gozo da glória de Deus. O objetivo de missões é a alegria dos povos na grandeza de Deus. “O Senhor reina! Exulte a terra e alegrem-se as regiões costeiras distantes” (Sl 97:1). “Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te todos os povos. Exultem e cantem de alegria as nações, pois governas os povos com justiça e guias as nações na terra” –( Salmos 67:3-4).

Mas a adoração é também o combustível de missões. Paixão por Deus na adoração antecede a oferta de Deus na pregação. Você não pode recomendar o que você não valoriza. Missionários nunca irão bradar “Alegrem-se as nações!” se não podem dizer de coração “pois no Senhor tenho alegria” e “Em ti quero alegrar-me e exultar, e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo” – (Sl 104:34; 9:2). Missões começam e terminam em adoração.

 

A Confissão de Fé de Westminster, Capítulo 3, seção 7.


Segundo o inescrutável conselho da sua própria vontade, pela qual ele concede ou recusa misericórdia, como lhe apraz, para a glória do seu soberano poder sobre as suas criaturas, o resto dos homens, para louvor da sua gloriosa justiça, foi Deus servido não contemplar e ordená-los para a desonra e ira por causa dos seus pecados..

 

The Canons of Dort, Chapter 1, section 15…


A Escritura Sagrada mostra e recomenda a nós esta graça eterna e imerecida sobre nossa eleição, especialmente quando, além disso, testifica que nem todos os homens são eleitos, mas que alguns não o são, ou seja, são passados na eleição eterna de Deus. De acordo com seu soberano, justo, irrepreensível e imutável bom propósito, Deus decidiu deixá-los na miséria comum em que se lançaram por sua própria culpa, nao lhes concedendo a fé salvadora e a graça de conversão. Para mostrar sua justiça, decidiu deixá-los em seus próprios caminhos e debaixo do seu justo julgamento, e finalmente condená-los e puni-los eternamente, não apenas por causa de sua incredulidade, mas também por todos os seus pecados, para mostrar sua justiça. Este é o decreto da reprovação qual não torna Deus o autor do pecado (tal pensamento é blasfêmia!), mas O declara o temível, irrepreensível e justo Juiz e Vingador do pecado.

 

 

R. C. Sproul, Eleitos de Deus
(Wheaton, IL: Tyndale House Publishers, Inc., 1987), pp. 142-145.


Para entender a visão reformada sobre esse assunto nós devemos prestar atenção à crucial distinção entre os decretos positivos e negativos de Deus. O decreto positivo tem a ver com a intervenção de Deus nos corações dos eleitos. O negativo tem a ver com a passagem de Deus sobre os não eleitos.

A visão reformada ensina que Deus positivamente ou ativamente intervém na vida dos eleitos para assegura sua salvação. O resto da humanidade, Deus deixa-os por si mesmos. Ele não cria a incredulidade em seus corações. A incredulidade já está lá. Deus não os coage a pecar. Eles pecam por suas próprias escolhas. Na visão calvinista, o decreto da eleição é positivo. O decreto da reprovação é negativo.

…O endurecimento passivo envolve um julgamento divino sobre o pecado que já está presente. Tudo o que Deus precisa fazer para endurecer o coração de uma pessoa cujo coração já é desesperadamente perverso é entregar-lhe ao seu pecado. Nós encontramos esse conceito do julgamento divino repetidamente nas Escrituras.

 

A. W. Pink, A Soberania de Deus (Grand Rapids: Baker Book House, 1975), pp. 100-101


Agora que todos reconhecem que desde a fundação do mundo Deus certamente previu e anteviu quem receberia e quem não receberia a Cristo como seu salvador, portanto ao dar a existência e o nascimento para aqueles que Ele sabia que rejeitariam Cristo, Ele necessariamente os criou para a condenação. Tudo o que pode ser dito em reposta a isso é: não, embora Deus tivesse previsto aqueles quem rejeitariam a Cristo, ainda assim Ele não decretou que eles deveriam. Mas isso é  uma pequena parte da real questão em discussão. Deus teve uma definitiva razão pelo qual Ele criou os homens, um específico propósito pelo qual Ele criou esse e aquele indivíduo, e em vista do destino eterno de Suas criaturas, Ele propôs ou que esses indivíduos passariam toda eternidade no Céu ou que eles deveriam gastá-la no lago de fogo. Se então ele previu que na criação uma certa pessoa desprezaria e rejeitaria o Salvador, ainda conhecendo isso de antemão, Ele, contudo, trouxe aquela pessoa à existência então está claro que Ele designou e ordenou que tal pessoa estaria eternamente perdida. Novamente, a fé é um presente de Deus e a proposta de dá-la somente para alguns envolve o propósito de não dá-la a outros…

 

Título Original : A More Excellent Way – Biblical purity in evangelistic motives

Artigo original: http://members.toast.net/puritan/articles/MoreExcellentWay_f.htm

Autor: Mitch Cervinka

Tradução: Tiago Lino

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