Comentário no Salmo 1º – A perdição do ímpio


salmo1-2Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha. 

Chegamos agora ao ponto onde muitos cristãos tropeçam e caem. Graças a uma visão distorcida do mundo, de si mesmo e de Deus, através de uma vida de devoção bíblica deficiente, muitos cristãos cometem o grande erro de supor que suas vidas sejam inferiores à do ímpio.

Talvez isso se deva, também, à compreensão secular de que riqueza, saúde, amigos, carros, viagens, sucesso e reconhecimento constituem-se o padrão mais elevado de vida. Ledo engano.

Mesmo que o ímpio seja rico e ele tenha tudo o que você não possui e deseja possuir, comparar-se a ele ou supor que ele leva uma vida melhor que a sua é um grande erro. Na verdade, é uma grande ingratidão. Por quê?

A primeira afirmação do versículo já nos dá uma grande luz: “Não são assim os ímpios”. Assim como? Os versos anteriores já nos descreveram muito bem qual é a posição, a situação e a vida do filho de Deus: ele é feliz; anda no caminho do Senhor, tem prazer em Sua Lei e nela medita de dia e de noite; ele goza de vida abundante, pois tem Jesus; assegurado está de que todas as coisas acontecem em sua vida segundo o propósito perfeito de Deus e que tudo contribuirá para que sua vida seja uma fonte das mais santas afeições pode Deus, nos mínimos detalhes de nossa vida diária.

Sobre o ímpio não se pode dizer o mesmo. Apesar de sua aparente vida abastada, dos bens que possa ter, das viagens que possa fazer, das amizades, o texto é claro quanto ao pior estado da vida humana: o que se caracteriza pela falta de propósito.

Dizer que o ímpio é como a moinha que se espalha é dizer que sua vida é insignificante e sem propósito. Diga-me se te lembras da vida dos grandes ricos e ímpios do passado. Que sensação pior há além da de concluir que “tudo é vaidade” e que, ao fim da vida, não foi possível encontrar um sentido verdadeiro para a vida?

O ímpio pode gozar de certa bonança nesta vida (ainda assim servindo como canal para glorificação de Deus), mas não passará disso. Não nos esqueçamos de que resumir a vida somente a esta é um grande erro.

Além de não ser como o justo (tão bem destacado nos versos anteriores), o ímpio é alguém que não pode desfrutar a maior alegria que a humanidade jamais pode desfrutar, conforme nas palavras de Agostinho:

“porque nos fizeste para ti, e nosso coração está inquieto enquanto não encontrar em ti descanso” (Confissões – Santo Agostinho).

Por isso é tão absurda a comparação entre a vida do justo e do ímpio. A do justo, de longe, é superior, gloriosa, abundante, alegre e completa.

 

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Sou filho de Deus.

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