Terceira Proposta do Evangelismo: Deixar os não eleitos sem desculpas


Evangelismo

É um principio básico das Escrituras que todas as coisas existem para a Glória de Deus (Ap 4:11). Os eleitos existem para a glória de Deus porque Deus demonstra sua gloriosa misericórdia e graça ao salvar Seus eleitos de seus pecados através do sangue de Cristo derramado por eles (Efésios 1:5-6).

Mas os não eleitos também existem para a glória de Deus. No último dia, eles manifestarão Sua gloriosa justiça quando ele julgá-los por suas más obras e sua teimosa incredulidade (Ap 20:11-15). De fato, os santos literalmente se alegrarão quando Deus julgar Seus inimigos!

Apocalipse 16:5-7 – Então ouvi o anjo que tem autoridade sobre as águas dizer: “Tu és justo, tu, o Santo, que és e que eras, porque julgaste estas coisas;pois eles derramaram o sangue dos teus santos e dos teus profetas, e tu lhes deste sangue para beber, como eles merecem”.E ouvi o altar responder: “Sim, Senhor Deus todo-poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos”. 

Apocalipse 19:1-4 – Depois disso ouvi no céu algo semelhante à voz de uma grande multidão, que exclamava: “Aleluia! A salvação, a glória e o poder pertencem ao nosso Deus, pois verdadeiros e justos são os seus juízos. Ele condenou a grande prostituta que corrompia a terra com a sua prostituição. Ele cobrou dela o sangue dos seus servos”. E mais uma vez a multidão exclamou: “Aleluia! A fumaça que dela vem, sobe para todo o sempre”. Os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes prostraram se e adoraram a Deus, que estava assentado no trono, e exclamaram: “Amém, Aleluia! “.

Os homens são verdadeira e genuinamente ímpios de coração. Deus permite os homens provarem isso mais completamente por dar-lhes a liberdade de seguir muitos dos seus desejos, mesmo permitindo-lhes falar injuriosamente de Seu santo nome. Nós às vezes nos questionamos porque Deus permite o mal continuar na terra, mas as Escrituras nos respondem:

Provérbios 16:4 – O Senhor faz tudo com um propósito; até os ímpios para o dia do castigo.

Essa passagem tem um duplo significado…

Primeiro, ela significa que Deus usa o homem ímpio para realizar Seu propósito (At 2:23; 4:27-28; Lc 22:22; Is 10:5-7; I Rs 11:14; 2 Rs 13:3)

Os homens ímpios pregaram nosso Senhor na cruz. Homens ímpios realizaram o julgamento de Deus quando Ele permitiu que os assírios levassem Israel para o cativeiro e, mais tarde, quando Ele permitiu que os babilônicos dispersassem os judeus.

Segundo, essa passagem significa que Deus preparou o dia em que Ele julgará o ímpio (At 17:31). Não apenas o dia é apontado, mas os ímpios são preparados para aquele dia.

Naquele dia, Deus vindicará Sua própria santidade e justiça. Nós hesitamos em pensar que o julgamento final possa realmente glorificar a Deus… nós quase ficamos a pensar que é um defeito de Deus que ele pudesse realmente enviar homens para o inferno. Mas tal pensamento mostra como o pecado tem distorcido nosso julgamento. Nada é mais claramente declarado nas Escrituras do que a certeza do julgamento que virá.

Nosso bendito Deus indubitavelmente punirá o ímpio. Isso não é um defeito em Deus, mas um atestado de sua pureza e justiça, e Seu zelo protetor por tudo o que é bom e santo.  Nós não servimos a Deus supondo que seria mal de sua parte punir o ímpio. Na verdade, tal pensamento é blasfêmia!

A Bíblia conta nos que os santos se alegrarão quando Deus julgar o ímpio (ver versículos anteriores). Isso deveria ser prova suficiente de que o juízo de Deus dos homens atestará Sua bem-aventurança e glória.

Como então o Evangelho glorifica a Deus através dos não eleitos?

Quando o evangelho é pregado aos não eleitos, eles endurecem seus próprios corações contra ele.

Romanos 11:7 – Que dizer então? Israel não conseguiu aquilo que tanto buscava, mas os eleitos o obtiveram. Os demais foram endurecidos.

É um interessante fato que o mesmo glorioso evangelho que amolece os corações dos eleitos tem justamente o efeito oposto nos não eleitos.

Lutero comparou isso ao Sol que brilha sobre dois caroços: um de cera e outro de barro. Como a cera fico exposta ao sol, ela torna-se mais suave. Como o barro é exposto ao sol, ele torna-se mais rígido e quebradiço. É o mesmo sol nos dois casos. Do mesmo jeito, a mesma mensagem do evangelho derrete o coração de carne do eleito de Deus, enquanto endurece o coração de pedra do não eleito (Ez 36:26).

Então, ao enviar Seu Evangelho aos não eleitos, Deus dá-lhe a oportunidade de endurecer seus corações. Em sua própria depravação e corrupção, eles são rápidos a responder. Embora eles endureçam seus corações por vontade própria, o resultado é, contudo, certo e previsível. Isso explica as passagens da Escrituras que afirmam que Deus endurece os corações dos homens (Ex 4:21; 7:3, 13; 9:12; 10:1, 20; 11:10; 14:4, 8, 17; Dt 2:30; Js 11:20; Jo 12:40; Rom 9:18; 11:7-8), enquanto afirma também que os homens endurecem seus próprios corações (Ex 8:15, 32; 9:34; 1 Sm 6:6; 2 Rs 17:14; 2 Cr 36:13; Ne 9:16, 17, 29; Jó 9:4, etc).

Essa doutrina da reprovação é odiada por muitos, mas é claramente bíblica. As Escrituras dizem dos reis que se levantaram contra Israel:

Josué 11:20Pois foi o próprio Senhor que endureceu os seus corações para guerrearem contra Israel, para que ele os destruísse totalmente, exterminando-os sem misericórdia, como o Senhor tinha ordenado a Moisés. 

Observe que a dureza de seus corações era do Senhor e que ele fez isso “ que ele poderia destruí-los totalmente para que eles não recebem misericórdia”. Novamente, nós afirmamos que Deus endureceu indiretamente seus corações ao permiti-los endurecer seus próprios corações. Mas também afirmamos completamente que esse endurecimento era inevitável, dada a total depravação do homem.

A Bíblia declara que essa reação dos homens em relação a Cristo é mesmo verdade:

João 12:37-41 – Mesmo depois que Jesus fez todos aqueles sinais miraculosos, não creram nele. Isso aconteceu para se cumprir a palavra do profeta Isaías, que disse: “Senhor, quem creu em nossa mensagem, e a quem foi revelado o braço do Senhor? ” Por esta razão eles não podiam crer, porque, como disse Isaías noutro lugar: “Cegou os seus olhos e endureceu os seus corações, para que não vejam com os olhos nem entendam com o coração, nem se convertam, e eu os cure”. Isaías disse isso porque viu a glória de Jesus e falou sobre ele
Aqui é claramente dito que Deus “cegou seus olhos e endureceu seus corações”. Por que Ele fez isso? “Para que não vejam com os olhos nem entendam com o coração, nem se convertam e eu os cure”. O verso está claramente falando da fé em Cristo, conforme o 37: “não creram nele” e no verso 39: “Por esta razão eles não podiam crer”.

Paulo diz exatamente a mesma coisa:

Romanos 11:7-8 – Que dizer então? Israel não conseguiu aquilo que tanto buscava, mas os eleitos o obtiveram. Os demais foram endurecidos, como está escrito: “Deus lhes deu um espírito de atordoamento, olhos para não ver e ouvidos para não ouvir, até o dia de hoje”.

Nós vemos novamente nessa passagem que Deus escolhe alguns e não outros para a salvação. Ainda, o evangelho cumpre seu propósito ordenado por Deus em ambos os casos. Para uns, nós somos aroma de morte para a morte, para outros um aroma de vida para a vida. Nós perguntamos, com Paulo, “Mas, quem está capacitado para tanto?” (2 Coríntios 2:16).

Título Original : A More Excellent Way – Biblical purity in evangelistic motives

Artigo original: http://members.toast.net/puritan/articles/MoreExcellentWay_f.htm

Autor: Mitch Cervinka

Tradução: Tiago Lino

ACESSE A SÉRIE COMPLETA AQUI

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