Comentários em Salmo 1 – A felicidade revelada


salmo1-2Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. 

Há um anúncio claro de felicidade neste primeiro verso. Não apenas isso: há uma clara definição do que precede essa felicidade.

O que dizer da felicidade, senão que todos indistintamente, à sua maneira, a buscam? Não é ela o grande objetivo da humanidade e isso não ficou tão evidente pelo menos nos últimos duzentos anos? Por ela, muitas injustiças foram cometidas, muitas iniquidades. Ela custou a pobreza, a morte, a fome, a dor de muitos. Isso, na verdade, apenas mostra quão cegos e errados estão os homens estão em sua busca. Mas a Bíblia apresenta a base de toda a felicidade nesse primeiro verso. E ela é tripla.

Primeiro é a recusa em viver segundo o conselho dos ímpios. Por conselho podemos entender todo o propósito que caracteriza a maneira de viver e de agir do incrédulo, do que não teme a Deus. E esse conselho é caracterizado por soberba, uma vez que desprezam o conhecimento de Deus; por iniquidade, pois são guiados por sua vontade corrompida; pela insensatez de coração, que é insensível a Deus.A

Todo esse conselho tem seus frutos muito bem apresentados pelo apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos:

Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães (Romanos 1:29-30).

Em contrapartida, há o conselho de Deus e o mesmo Paulo dissera tê-lo transmitido aos cristãos de Éfeso:

Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus 
(Atos 20:27).

Este conselho diz respeito à sua “boa, perfeita e agradável” vontade, que deve ser o nosso padrão e em cujos caminhos não há erros.

Nessa busca por felicidade, o homem cada vez mais mostra seu insucesso. Não há completude de ser, regozijo de alma, segurança, paz, deleite e perspectivas melhores do que as que encontramos em Deus. Não há alternativa ao seu muito amor com que nos amou. Não há atalho. A vida com Deus é uma vida de felicidade porque dele vem a vida e somente por Seu bendito Filho a plenitude dela. Por isso, ater-se ao conselho dos ímpios é colocar-se contra Deus e ser objeto de seu terrível juízo, reservado aos que rejeitam seu conhecimento. Fuja enquanto há tempo e agarre-se à graça salvadora, ao conselho de Deus.

Segundo, a felicidade é obtida na pureza do cristão. Além de não ser guiado pelos conselhos dos ímpios, na prática, o nascido de novo, é alguém que não anda no caminho dos pecadores. Isso tem muito a ver com a vida cristã prática que glorifica a Deus.

Não adianta teorizarmos o evangelho, “teologarmos” ou abraçarmos uma teoria qualquer se, na prática, nossa profissão de fé se mostra infrutífera, vergonhosa. Na verdade, essa situação é uma evidencia mais do que suficiente de que não houve algum tipo de transformação em nosso ser, pois estamos certo de que a obra do Espírito Santo na regeneração do pecador não pode falhar, bem como a redenção obtida por nosso Senhor em seu sacrifício. Vida sem prática é uma grande ilusão.

Não há atalhos: o cristão é alguém que ama, persegue e caminha em caminhos santos. Seu deleite é o Deus Santo e seu objetivo é ser como Ele.

Em terceiro, vemos que a felicidade é algo que se obtém também através da comunhão. Quem são os escarnecedores? São aqueles que ridicularizam tudo o que é sagrado, que é de Deus. Eles não tem prazer na obediência e desdenham dos que buscam a vontade de Deus; eles amam o pecado e perseguem os que buscam a santidade; eles são em si mesmos orgulhosos e não aceitam a repreensão, por isso não suportam a Palavra de Deus.

Mas há uma graciosa opção a estes: são os santos. Jesus não apenas nos salvou, mas nos presenteou com seu corpo, isto é, aqueles que, como nós, O confessaram para a salvação, que O amam, que buscam ser conformes a Ele.

Por fim, antes de finalizar esta seção é bom ressaltar uma ideia que emerge do primeiro versículo. A ideia de que o pecado é sempre progressivo. Alguém que hoje é um escarnecedor e, portanto, inimigo de Deus, é alguém que iniciou sua prática ao abraçar o conselho que rege sua vida – o dos ímpios – e também é alguém que anda no caminho de pecadores, tornando-se, então, escarnecedor.

Sempre estejamos vigilantes quanto a isso. O pecado é exigente e ele sempre quer levar o pecador a mais longe em sua inimizade com Deus. Somente a graça salvadora para desviar o pecador desse caminho e a obra de santificação operada pelo Santo Espírito de Deus para nos fazer odiar o pecador e nos desviar dele.

Que o Senhor nos ajude.

 

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