O principal propósito do Evangelismo: Proclamar a Glória de Deus


Evangelismo

A proposta que Deus nos deu é proclamar a Cristo. É proclamar suas excelências como Criador, Sustentador, Juiz e Salvador. Nós estamos a transbordar de prazer e entusiasmo por nosso bendito Senhor que nos criou e que nos redimiu através de seu próprio sangue. Tal entusiasmo é contagiante quando Deus se agrada em usá-lo para trazer Seus eleitos para Ele mesmo.

Para evangelizar dessa maneira, nós devemos ter uma paixão ardente por Deus. O salmista obviamente tinha grande admiração e amor por seu soberano Senhor…

Salmos 8:1 – Senhor, Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em toda a terra! Tu, cuja glória é cantada nos céus (NVI)

Salmos 102:25-27 – No princípio firmaste os fundamentos da terra, e os céus são obras das tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permanecerás; envelhecerão como vestimentas. Como roupas tu os trocarás e serão jogados fora. Mas tu permaneces o mesmo, e os teus dias jamais terão fim.

Salmos 103:8-11 – O Senhor é compassivo e misericordioso, mui paciente e cheio de amor. Não acusa sem cessar nem fica ressentido para sempre; não nos trata conforme os nossos pecados nem nos retribui conforme as nossas iniquidades. Pois como os céus se elevam acima da terra, assim é grande o seu amor para com os que o temem;

Salmos 103:19-22 – O Senhor estabeleceu o seu trono nos céus, e como rei domina sobre tudo o que existe. Bendigam ao Senhor, vocês, seus anjos poderosos, que obedecem à sua palavra. Bendigam ao Senhor, todos os seus exércitos, vocês, seus servos, que cumprem a sua vontade. Bendigam ao Senhor, todas as suas obras em todos os lugares do seu domínio. Bendiga ao Senhor a minha alma!

Da mesma forma, o apóstolo Paulo tinha grande louvor e admiração por Jesus Cristo como o glorioso soberano do universo…

1 Timóteo 6:14-16 – Guarde este mandamento imaculado, irrepreensível, até a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, a qual Deus fará se cumprir no seu devido tempo. Ele é o bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que é imortal e habita em luz inacessível, a quem ninguém viu nem pode ver. A ele sejam honra e poder para sempre. Amém.

E assim, quando pregou para os atenienses na Colina de Marte, Paulo começou proclamendo a Glória de Deus…

Atos 17:24-25 – “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há é o Senhor do céu e da terra, e não habita em santuários feitos por mãos humanas. Ele não é servido por mãos de homens, como se necessitasse de algo, porque ele mesmo dá a todos a vida, o fôlego e as demais coisas.

Nós frequentemente vemos o Evangelho de um puramente salvífico ponto de vista, e assim nós corremos em contar aos homens sobre a cruz e sua necessidade de crer em Cristo. E, em nossa corrida para a cruz, nós frequentemente dizemos pouco sobre a inerente glória de Deus.

No entanto, a visão bíblica do Evangelho é mais abrangente do que isso. O Evangelho é a messagem sobre um verdadeiro e vivo Deus que fez todas todas as coisas por seu próprio bom prazer, que diariamente nos sutenta, que um dia julgará o mundo com justiça e que reconcilia o homem consigo mesmo através da morte redentiva de sua amado Filho.

Nosso moderno evangelismo centrado no homem parace principalpmente ocupado em resgatar o homem do inferno, como se o homem pudesse ser salvo por algum processo mecânico que o faça concordar com certos fatos ou repetindo uma oração. Em contraste, o evangelismo bíblico está preocupado em introduzir os homens a Deus, e ajuda-los a apreciar Sua beleza e glória. A cruz é ponto central e crucial da reconciliação de Deus com o homem, mas aos homens é necessário ser dito mais sobre o Deus do Evangelho.

Nós nos enganamos a nós mesmos se pensamos que os homens podem ser salvos sem uma adequada apreciação da glória de Deus. Nós supomos que eles verão o suficiente da glória de Deus na cruz somente, mas é importante perceber que a glória da cruz brilha melhor quando vista à luz de todos os atributos de Deus. De fato, os homens tem às vezes inventado estranhas teorias da cruz, baseadas em uma apreciação inadequada do caráter de Deus. Tais equívocos distorcidos da cruz não podem levar a salvação.

O Evangelho é o poder de Deus para a salvação (Rm 1:17). E a cruz é o coração do Evangelho (1 Co 15:2-3). Mesmo assim, o Evangelho é, primera e principalmente, sobre Deus. Nós não podemos nos desviar da pessoa e do caráter de Deus em nossa corrida para o coração do Evangelho.

Nós frequentemente assumimos que não temos pregado o Evangelho a menos que pregamos que Cristo morreu pelos pegadores. Contudo, em uma das grandes mensagens evangelísticas apresentada nas Escrituras (At 17:16-31), o apóstolo Paulo não fez uma sequer menção aos aspectos substitutivos da cruz. Na verdade, sua única menção da morte de Cristo foi para fizer que Deus o ressuscitou dentre os mortos (At 17:31).

Comentaristas são rápidos em sugerir que Paulo foi interrompido no meio do discurso antes que ele pudesse proclamar a proposta de salvação da cruz. Talvez isso seja verdade. Mas é também possivel que o que está registrado na Bíblia é tudo o que Paulo quis dizer naquele momento. Em outro caso, nós veríamos que não iniciou proclamando a salvação pelos méritos da cruz, mas, em vez disso, proclamou as excelências de Deus, a loucura que é adorar ídolos e a certeza do julgamento que virá.

Eu imagino que a mensagem de Paulo foi extremamente evangelística, mesmo sem menção da morte de Cristo pelos pecadores. Paulo, depois de tudo, proclamou a glória de Deus e a bondade na criação de todas as coisas e a providência de “…vida, respiração e todas as coisas” a todos os homens. Ele também proclamou Deus como “… o Senhor do céu e da terra”, afirmando assim sua soberana autoridade sobre todos os homens. Ele conclui chamando-os ao arrependimento e proclama o Senhor Jesus como o ressurreto juíz de todos os homens.

O “Evangelho eterno” de Apocalipse é bastante paralelo…

Apocalipse 14:6-7E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo. Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.

Novamente, nada é dito sobre a cruz ou a morte redentiva de Cristo pelos pecadores. Esse momento é simplesmente uma declaração de que Deus é tanto o Criador quanto o Juiz, com o chamado para “temer a Deus e dá-lhe glória” baseado no seu iminente julgamento. Entretanto, isso não é meramente um evangelho, mas um Eterno Evangelho, ou, como algunas traduções mencionam, O Eterno Evangelho.

Nós não podemos supor que esse tipo de pregação não levará à salvação. Como o Espirito Santo assiste tal pregação, Ele faz com que os eleitos de Deus amem o glorioso Deus que nós proclamamos a eles, fazendo-os querer saber mais sobre.

Nós vemos isso frequentemente no livro de Atos. Depois de Paulo vir à cidade e ter pregado Cristo muitos o rejeitaram, mas alguns desejaram ouvir mais…

Atos 13:42 – E, saídos os judeus da sinagoga, os gentios rogaram que no sábado seguinte lhes fossem ditas as mesmas coisas.

E é certo que Paulo pregou a obra de Cristo para aqueles que desejaram ouvir mais.

Mais uma vez, perceba como nosso Senhor pregou para o jovem rico…

Lucas 18:18-24 – Certo homem importante lhe perguntou: “Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna? “. “Por que você me chama bom? “, respondeu Jesus. “Não há ninguém que seja bom, a não ser somente Deus. Você conhece os mandamentos: ‘Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe’”. “A tudo isso tenho obedecido desde a adolescência”, disse ele. Ao ouvir isso, disse-lhe Jesus: “Falta-lhe ainda uma coisa. Venda tudo o que você possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro nos céus. Depois venha e siga-me”. Ouvindo isso, ele ficou triste, porque era muito rico. Vendo-o entristecido, Jesus disse: “Como é difícil aos ricos entrar no Reino de Deus.

Ele impressionou ao jovem que somente Deus é bom, que Deus é santo e justo (como evidenciado por seus mandamentos); que o jovem rapaz não se manteve na lei de Deus (como evidenciado por sua falta de vontade em usar sua riqueza para ajudar o pobre), e que ele precisava abandonar tudo o mais e seguir a Jesus. Novamente, nenhuma palavra foi proferida sobre a cruz de Cristo. Contudo, isso foi certamente um encontro evangelístico, registrado para nossa instrução e como um exemplo para nós seguirmos!

Nosso interesse primordial pelo evangelismo, então, não é meramente que os homens podem escapar do inferno por algum exercício mecânico de fé em Cristo. Mais do que isso, nosso interesse pelo evangelismo deve ser proclamar nosso bendito Deus, declarar seus gloriosos atributos, qualidades e obras, e conclamar os homens a dar a Ele a glória que ele merece.

O propósito da salvação no evangelismo é secundário em relação à proposta de trazer glória para Deus.

 

Título Original : A More Excellent Way – Biblical purity in evangelistic motives

Artigo original: http://members.toast.net/puritan/articles/MoreExcellentWay_f.htm

Autor: Mitch Cervinka

Tradução: Tiago Lino

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