O Ministério de João Batista no Evangelho de Marcos


Blog do Lino1:1 O alvo de Marcos é fazer uma apresentação do evangelho de Jesus Cristo. Não há no universo palavras mais doces do que essas: evangelho e Jesus Cristo. Deus tem uma mensagem de libertação e esperança para o homem. Trata-se de uma notícia sem paralelo no mundo da religião e da filosofia. Mensagem tão maravilhosa que leva o homem a duvidar de que possa haver algo tão acima até mesmo das mais ousadas aspirações do espírito humano. Evangelho! Uma palavra, vinda do céu aos seres humanos, revelando a estes que Deus, no seu infinito amor, enviou seu Filho para morrer pelos pecadores, oferecendo-lhes o único caminho viável de perdão de pecados e salvação. Em todas as religiões o homem é apresentado trazendo uma oferta nas mãos para comprar o amor da divindade. No evangelho, Deus é o ofertante, que busca o homem a fim de lhe oferecer reconciliação, uma vez que nele, o Criador santo é revelado como aquele que desvia do homem a sua ira, trazendo-a para si mesmo na pessoa do seu único Filho.

Jesus é o Filho de Deus. Deus de Deus. Eternamente gerado pelo Pai. Excelente em todos os seus atributos. Tudo o que ele fez e permitiu que se fizesse com Ele deve ser visto sob a perspectiva da excelência do seu ser. Tudo o que se segue no evangelho de Marcos deve ser visto sob este ângulo: Jesus é o Filho de Deus. Ele é o amado do Pai. A medida do amor de Deus pelos homens. Tudo o que foi feito com ele foi feito contra a vida do mais digno e amado de todo o universo.

Jesus é o evangelho. A boa nova é Ele, não uma mensagem impessoal repleta de abstrações. Ele cumpriu a lei, vivendo uma vida de amor. Ele jamais falhou onde falhamos desde o início. Precisamos de um salvador porque desaprendemos a amar. Por isso, carecíamos de um redentor que morresse por seres que cometeram tamanha afronta aos céus, pois pecar significar deixar de amar na presença de um Ser que ama e que não pode tolerar quem vive vida oposta à vida que Ele próprio vive, vida de amor.

É impossível conhecer tudo isso e não fazer como Marcos, que consagrou sua vida à divulgação do evangelho. Quem conhece a beleza do evangelho torna-se arauto da sua mensagem.

1:2-3 Essa mensagem, tornada clara com a vinda do Filho de Deus, havia sido profetizada por aqueles a quem Deus levantou no passado para anunciarem a chegada desse dia. Esses homens deixaram o registro de sua pregação, que veio a compor o conjunto de livros inspirados do Antigo Testamento. Cristo e os apóstolos reconheceram a inspiração divina desses livros. Mais do que isso, puderam ser testemunhas oculares do cumprimento do que havia sido prometido. A fé dos crentes do Antigo Testamento pode ser chamada de fé escatológica, uma vez que todos eles aguardavam o cumprimento de uma série de acontecimentos que Deus havia predito na sua Palavra. A principal de todas essas manifestações da vontade soberana de Deus na história haveria de ser a vinda do Messias, pelo qual Israel aguardava ansiosamente.

Isaías profetizou sobre esse dia. Entre outras coisas, anunciou que um profeta precederia a vinda do Filho de Deus, preparando-lhe o caminho para a sua chegada nos corações humanos.

Ele chamava homens e mulheres para prepararem caminho em seus corações a fim de que dentro deles o Filho de Deus encontrasse morada. O que significa que o homem não é agente passivo da sua redenção. Cabe ao homem, pela graça divina, endireitar o caminho que conduz a Cristo para o cerne de sua vida.

1:4 Deus mobiliza homens diferentes, em diferentes eras, com propósitos diferentes para que sua mensagem de salvação seja comunicada ao pecador. Ele levantou a Marcos para escrever um dos evangelhos, chamou a Isaías para despertar fé prospectiva no Messias no coração do povo de Israel e designou João Batista para nos dias do cumprimento da promessa preparar o coração de muitos para a redenção.

Sua mensagem era uma só: arrependimento para com Deus com vistas ao perdão de pecados. Ele partia da pressuposição de que o homem é pecador. Pecador que precisa se arrepender. O homem tem pecado desde o início. Não há estudo de história geral que não produza a convicção de que o homem é pecador. Por onde passamos deixamos rastro de devastação. Nossas mão estão manchadas de sangue. Somos também uma fábrica de ídolos, propensos até à medula à mentira, adorando deuses criados à nossa imagem e semelhança a fim de fugirmos do Deus real. Em suma, não amamos ao próximo nem ao Deus verdadeiro.

Por isso, carecemos de arrependimento, sem o qual o homem perecerá perante um Deus santo, que de modo algum, em nome do amor, nega a si mesmo, abençoando com salvação o que abomina. A primeira resposta do homem ao fato –Deus- deve ser o arrependimento. Tristeza e abandono do pecado. Algo que atinge sua mente, afeição e vontade. Seu ser integral tomado de horror por haver pecado contra ser tão amável. A Bíblia afirma que o homem é responsável por não ver beleza em Deus e responder com obediência ao que sabe ser verdadeiro sobre o seu Criador.

Deus, contudo, é revelado como o que chama o homem para a dor do arrependimento a fim de lhe oferecer a alegria do perdão. O Deus cristão ama perdoar. Está sempre pronto a perdoar. Jamais deixa de tratar com compaixão e graça o coração contrito que o busca.

1:5 João Batista prega no deserto. Lá Deus estabelecera o seu púlpito. Ali ele pegava fogo de zelo e amor pela mensagem, e pessoas apareciam para ver o fenômeno. Sempre foi assim em períodos de avivamento. Algo acontece na vida do pregador e pessoas  em assombro ocupam os acentos da igreja sedentas pela verdade.

Observe que ele não é enviado pela religião institucionalizada. Sua autoridade não derivava de títulos, reconhecimento de uma elite espiritual, nem mesmo de milagres. Ele pregava com ardor a verdade, à margem do que acontecia no templo ou na sinagoga.

Ele chamava as pessoas para uma dramatização ao ar livre, na qual eles mostravam sua necessidade de serem lavadas dos seus pecados. Por que o batismo? Porque o homem precisa ser lavado. Somos imundos aos olhos de Deus. Precisamos de banho. Banho do arrependimento.

Sua mensagem gerava convicção de pecado. As pessoas eram atingidas no coração e se viam na necessidade de verbalizaram o que as levava ali a fim de participarem de um ritual de purificação moral. Não era a água do rio que as lavava, mas, sim, a palavra pregada que arrancava do coração o veneno do pecado. Jamais banalize o que é ensinado pelas Escrituras. Não estamos falando de um ser neurótico que exige do homem idiotices. Trata-se de um Deus santo que chama de pecado o que não se conforma ao seu caráter.

1: 6 A vida de João Batista era uma dramatização da mensagem que proclamava. Vivia de modo excêntrico para chamar a atenção dos homens para a forma louca com que administravam suas vidas. Ele banalizava a glória desse mundo, vivendo vida que era mostra real do quanto se mantinha absorto com o que Deus estava realizando naqueles dias em Israel. Que profeta! Tão diferente dos falsos profetas prepotentes, que procuram impressionar mais pelo tamanho de seus templos e suntuosidade de suas vestes do que pela grau de fidelidade à verdade em suas mensagens. Que Deus ponha nosso púlpito no deserto, que decrete que jamais seremos pregadores de grandes catedrais, nos faça vestir as roupas mais simples, ser tidos como loucos aos olhos dos homens, mas que nos permita sempre levar homens e mulheres à confissão de pecados através das nossas pregações. Pregar como João Batista é ser obstetra do ser.

1: 7 João Batista pregava. Nada pode obstruir o trabalho de pregação do arauto de Deus. O que caracterizava sua mensagem era a decisão de sumir para que Cristo aparecesse. Ele sabia que não era a resposta final de Deus para as necessidades humanas. Evitava permitir que os homens esperassem dele o que não podia dar. Ele também não tinha dúvida de que não era a referencia maior do que é belo e santo. Que cretinice e maldade um ser que defeca, urina, envelhece e morre querer chamar a atenção para si, desviando os olhos dos homens do seu Salvador.

João Batista enfatizava o fato de o Messias ser poderoso. Há coisas que só ele pode fazer. João Batista deixava isso muito claro para todos. Jesus é excelente. Santo. Amável. Por isso, não somos dignos de prestar-lhe até mesmo o serviço mais humilde.

1:8 Há uma diferença incalculável de poder entre a igreja e o seu Cristo. Esta pode ministrar os sacramentos. Pode jogar água sobre a cabeça das pessoas. Mas só Cristo batiza com o Espírito Santo. Só Ele traz transcendência à vida das pessoas.

O Espírito Santo seria uma das gloriosas benção que Cristo haveria de conquistar para os homens. Através da sua obra na cruz ele conquistaria a benção de os homens serem habitação do ser de Deus.

Antônio Carlos Costa, pastor da Igreja Presbiteriana da Barra

Fonte: Palavra Plena

Mais artigos de Antônio Carlos, clique AQUI.

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