Cristo pode ser procurado em vão – Bispo Ryle (1816 a 1900)


Essa passagem fala sobre coisas tão profundas que não temos meios para examiná-las plenamente. Enquanto lemos esses versículos, relembramos as palavras do salmista: “Quão grandes, Senhor, são as tuas obras! Os teus pensamentos, que profundos!” Mas essa passagem contém, em seu início, verdades que são evidentes e inconfundíveis. Estejamos atentos a ela e procuremos enraizá-las com firmeza em nossos corações.

Primeiramente, aprendemos que é possível alguém procurar a Cristo em vão. O Senhor disse aos judeus incrédulos: “Vós me procurareis, mas perecereis no vosso pecado”. Com estas palavras, Jesus estava mostrando que, em algum tempo, os judeus O procurariam em vão.

Este é um ensino muito doloroso. O fato de que o Senhor Jesus Cristo, tão repleto de amor e disposto a salvar, pode ser buscado em vão é uma realidade que causa bastante tristeza. Apesar disso, é verdadeiro! Qualquer pessoa pode ter sentimentos espirituais a respeito de Cristo e não possuir a salvação. A doença, a aflição repentina, o temor da morte, a falta de conforto para a alma – tudo isto pode causar em alguém uma grande medida de religiosidade. Pressionada por tais situações, uma pessoa é capaz de orar com fervor, demonstrar fortes sentimentos espirituais e, por algum tempo, professar que está buscando a Cristo e ser diferente. No entanto, seu coração jamais foi regenerado. Se as circunstâncias não a afligirem, provavelmente ela retornará aos caminhos antigos; procurou a Cristo em vão, porque o buscava com falsos motivos e não com todo o seu coração.

Infelizmente, isso não é tudo. Existe uma coisa chamada de “hábito de resistir à luz e ao conhecimento”, até chegar ao ponto de buscar a Cristo “em vão”. As Escrituras e a experiência comprovam que os homens podem rejeitar a Deus, até que ele os rejeite e não ouça as suas orações; eles podem continuar abafando suas convicções morais, suprimindo a luz da consciência e lutando contra o possuírem um melhor conhecimento de Deus, até que ele seja provocado a abandoná-los e deixá-los sozinhos. Não foi sem motivo que estas palavras foram escritas: “Então, me invocareis, mas eu não responderei; procurar-me-ão, porem não me hão de achar. Porquanto aborreceram o conhecimento e não preferiram o temor do Senhor” (Pv 1.28-29). Casos como estes são menos freqüentes, mas possíveis, e, às vezes, nos deparamos com eles. Alguns pastores podem testemunhar que visitaram pessoas, em seu leito de morte, que pareciam ter procurado a Cristo, mas o fizeram em vão.

Não há qualquer segurança, exceto no buscar a Cristo, enquanto Ele pode ser achado, e no invocá-lo, enquanto está perto, fazendo-o com um verdadeiro coração e um espírito sincero. Estejamos certos de que esta busca não será inútil. Jamais será dito a respeito daqueles que buscam a Cristo: “Eles morreram em seus pecados”. O senhor mesmo declarou, de modo solene, que não tem “prazer na morte de ninguém” (Ez 18.32) e se deleita “na misericórdia” (Mq 7.18).

 Trecho do Livro Meditações no Evangelho de João, publicado pela Editora Fiel. 

Mais artigos de J. C. Ryle, clique AQUI

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