[Série O Culto no Lar] – O lugar dos cânticos


O culto familiar tiver essa conotação de agradecimento, deverá incluir o canto. A música é um dos grandes dons que Deus nos deu. A música instrumental pode ser inspiradora, mas cantada é uma das maneiras mais adoradoras de dizer “Eu o amo, Senhor”.

Quando a família cultua, o louvor que inclui canções de louvor, hinos e salmos devem ter preferência. Versos bíblicos podem ser cantados. O canto é tão necessário porque une as vozes; orações aprendidas e ditas em uníssono também une as pessoas. A música pode ser harmoniosa mesmo que um ou dois na família tenham dificuldade em manter o tom.

É aconselhável que os membros da família, em rodízios, selecionem as músicas. O canto pode ser feito à capela ou com acompanhamento musical. Não se deve pensar que é impossível cantar sem a presença de um instrumento musical. Deus nos deu a todos, pai, mãe e filhos, uma voz. Todos podem aprender a cantar, e novamente enfatizamos o aprendizado no culto. Devemos ensinar as crianças a cantar, e isso deve ser feito primeiramente no lar. Cantar deve fazer parte da educação cristã das crianças também na escola. Então será fácil para as crianças participarem espontaneamente do canto congregacional na igreja.

O culto familiar deve ser visto como parte integral da vida familiar. Assim como a diversão faz parte da família, ou o planejar das férias, também o culto familiar deve fazer parte integral da vida da família.

Uma pergunta que sempre é feita é: “o que é realmente mais importante — o trabalho do pai, escola, atividades na igreja, namorar ou ter cultos familiares diários?” O trabalho do pai é importante; desafios, carreira, esportes não devem ser sacrificados por causa de um capricho, mas a oração não é um capricho. O culto familiar não é um mero capricho. Pode ser que o pai tenha de sair de casa antes que o resto da família esteja acordado e não possa estar presente na sala ou à mesa para o culto familiar. Mas insistimos que todo esforço deve ser feito para que o culto familiar seja realizado pela manhã e na hora do jantar. Comece e termine o dia com Deus. Assim como todos nós recebemos comida e bebida para o corpo juntos, devemos nos nutrir espiritualmente juntos. É bom que o lugar em que recebemos nosso alimento físico seja também o local em que recebamos nosso alimento espiritual e cresçamos juntos.

Pais, cabe a nós marcarmos o culto familiar. Pode ser que algumas atividades tenham de ser sacrificadas para que isso aconteça, mas isso faz parte do ensinar e liderar. Nossas crianças devem ser ensinadas que, ao pensarem em participar de alguma atividade, o tempo a ser passado com a família deve ser levado em conta. Não é somente o comer juntos, mas também o adorar juntos.

Nós somos os primeiros a admitir que a mesa do café, almoço ou jantar não são os únicos lugares para o culto familiar. Estivemos em lares de escoceses devotos. Ele não se reuniam à mesa, mas em um círculo na sala de estar, onde liam a Bíblia e oravam juntos ajoelhados. Como dissemos anteriormente, esse tempo de culto não necessita ser longo, quinze minutos a cada dia não é tempo demais para ser devotado a Deus.

Últimas recomendações

Nós temos algumas recomendações para aqueles que cultuam à mesa. A refeição deve começar por uma oração de agradecimento a Deus pelas dádivas que estão diante de nós e por um pedido de bênção sobre o alimento. Uma vez que a comida foi objeto de agradecimento, as crianças devem saber que aquilo que foi agradecido em oração deve ser recebido com gratidão. Nós nos lembramos de um avô, que era um pregador dinâmico e professor, que perguntou em um sermão, “como é possível, pais e mães, que depois que vocês reconheceram e agradeceram o alimento como dom de Deus, vocês permitam que os membros da família deixem de comê-lo ou bebê-lo? Se isso acontece, o agradecimento a Deus não terá sido uma farsa? Não estamos ofendendo ao que nos dá o alimento, quando o recusamos aquilo que tem sido suprido e providenciado por Deus?” Esse homem foi um professor de educação cristã. Ele estudou muito, observou muito e sentiu que deveria dar este alerta. Se a oração antes da refeição é realizada, então a refeição deve ser tomada como uma oferta de Deus para nós.

Nós queremos enfatizar que o culto, se realizado à mesa ou na sala, ou onde quer que seja, não comece até que todos estejam presentes, e que ninguém, nem mesmo o pequenino de um ano de idade que está aprendendo a andar e pode se tornar irrequieto, deve sair até que o culto esteja terminado. A refeição deve ser uma atividade em comum, e ninguém deve sair da mesa até que todos tenham terminado. Isso implica treinamento. Pode implicar resistência por parte dos menores, mas eles aprendem rapidamente e um pouco de persistência por parte dos pais pode manter a família unida. Nos momentos de culto, ninguém deve andar, divagar ou cuidar de suas coisas particulares. A família é uma unidade e deve honrar a Deus unida.

Concluímos dizendo que cultuar implica ouvir a Deus em primeiro lugar. Cultuar inclui ouvir um ao outro em sua confissão a Deus. Cultuar inclui louvor a ele, que é digno de todo louvor.

Essa série é extraída do livro A Família da Aliança, de Harriet e Gerard Van Groningen, da Editora Cultura Cristã.

Para mais artigos dessa série, clique AQUI


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