Verdades Fundamentais – David Brainerd


Dia do Senhor, 11 de março de 1744

Minha alma, em certa medida, foi fortalecida em Deus nas devoções matinais, de tal modo que fui liberto do receio trêmulo e da aflição. Preguei para minha gente com base na parábola do semeador, em Mateus 13, e desfrutei de alguma ajuda divina em todas as horas do dia. Pude dirigir-me à minha gente com alguma liberdade, afeto e fervor; anelei que Deus tomasse conta de seus corações, tornando- os espiritualmente vivos. De fato, eu tinha tanta coisa para dizer-lhes que não sabia como parar de falar.

Isto sucedeu no último domingo em que Brained dirigiu um culto público em Kaunaumeek. Esses foram os últimos sermões que pregou aos índios dali. Os métodos que adotara, em busca da salvação deles, foram descritos em uma carta que escreveu ao Pastor Pemberton, de Nova York. – Jonathan Edwards:

“Em meus labores com eles, a fim de ‘tirá-los das trevas para a luz’, estudei o que era mais claro e fácil, e melhor adaptado às suas capacidades. Esforcei-me por expor-lhes, com certa freqüência, na medida que eram capazes de absorver, as verdades mais importantes e necessárias do cristianismo, como aquelas que diziam respeito à uma imediata conversão a Deus; verdades que eu pensava tendiam ser meios para efetuar uma gloriosa transformação nas vidas deles. Mais especificamente, fiz de escopo e roteiro de todos os meus trabalhos, levá-los a uma total familiaridade com estas duas questões:

1)      A pecaminosidade e a miséria do estado em que se achavam naturalmente; a maldade de seus corações, a corrupção de suas naturezas; a pesada culpa sob a qual estavam, e como estavam sujeitos à punição eterna. E também a total incapacidade deles salvarem-se a si mesmos, quer de seus pecados quer das suas misérias, as quais são a justa punição dos pecados; de seu não-merecimento de misericórdia da parte de Deus, diante de qualquer coisa que eles mesmos pudessem ter feito para obter o favor de serem salvos.

2)      Ainda, por muitas vezes procurei mostrar-lhes a plenitude, a toda-suficiência e a liberdade da redenção operada pelo Filho de Deus, com base em sua obediência e sofrimentos, em favor de pecadores que estão perecendo, como essa sua provisão ajusta-se a todas as carências deles; e como Ele os chamava e convidava a aceitarem a vida eterna gratuitamente, não obstante toda a pecaminosidad

Q   (…) Quando minha gente já se acostumara com muitas das verdades mais simples do cristianismo, de tal modo que agora eram capazes de receber e entender outras verdades, dei-lhes um relato histórico sobre o trato de Deus com seu antigo povo, os judeus, com alguns dos ritos e cerimônias que eles eram obrigados a observar, como seus sacrifícios, etc., e o que essas coisas simbolizavam; e também alguns dos surpreendentes milagres operados por Deus com vistas à salvação deles, enquanto nEle confiassem. Também mencionei os duros castigos que algumas vezes lhes sobrevieram, quando esqueciam-se de Deus e pecavam contra Ele. Posteriormente, passei a dar-lhes um relacionamento entre o nascimento, vida, milagres, sofrimentos, morte e ressurreição de Cristo, como também sua ascensão e a maravilhosa efusão do Espírito Santo que em conseqüência, ocorreu mais tarde. (…)”

Fonte: A vida de David Brainerd – Jonathan Edwards

Editora Fiel

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