Bem-aventurados os que tem fome e sede de Justiça


Uma das marcantes constatações de uma sociedade seriamente doente é a ausência de justiça. Sem ir para muito longe, olhemos para o nosso própio Brasil, onde a injustiça é quase que uma instituição e ganhou até um apelido: “jeitinho brasileiro”.

Nós somos o país que celebra o pagamento de propina a policiais para prosseguir na viagem, uma vez que há irregularidades na documentação ou até na parte física do carro; que celebra acordos vantajosos para sí e opressores para o próximo; que burla leis fiscais, de trânsito. Tudo isso deliberadamente.

No Brasil, a política é vista como fonte de enriquecimento rápido e não como uma nobre responsabilidade em representar o povo e em proporcionar uma sociedade melhor para os conterrâneos. Nesse meio, uma quantidade enorme enxerga apenas as “pontes” que ela proporciona ao representante do povo: desvios de dinheiro, cobrança de propina para a permanência de uma atividade ilegal, favorecimento  em processos judiciais, abrandamento em julgamentos, superfaturamento, etc.

Qual é o preço disso tudo? Milhões a beira da miséria; educação com os piores níveis de avalição do mundo; hospitais falidos; proliferação das drogas; aumento da criminalidade. Por quê? Porque a justiça não é desejada, não é aplicada. E o cidadão? Descrente! Atos de justiça são vistos com enorme desconfiança, beirando à zombaria caso haja insistência. É um ciclo vicioso: uma sociedade que não ama e não acredita na justiça porque não a vê. O que mais me entristece é ver  justamente essa descrença generalizada. Será que, com isso, podemos admitir que estamos no fundo do poço ?

E quanto a nós, cristãos? A justiça é um dos atributos divinos mais contudentes nas Escrituras. Deus ama a justiça e os que a buscam e praticam. Sendo assim, se essa não é a nossa postura, então nosso cristianismo está morto.

“Estes são os que viveram no reino de Deus: aquele que anda em justiça, e fala com retidão; aquele que rejeita o ganho da opressão; que sacode as mãos para não receber peitas; o que tapa os ouvidos para não ouvir falar do derramamento de sangue, e fecha os olhos para não ver o mal.” Isaias 33:15

Eu quero recomendar a vocês o video abaixo que é uma das mensagens do Pastor Antônio Carlos Costa, que tem realizado um trabalho exemplar na luta pelos direitos humanos. Ele faz uma breve reflexão sobre Justiça baseado no texto de Mateus 5.  O que mais me chamou atenção foi a exposição dele no verso 10: uma vez que temos e amamos a justiça – justiça é receber aquilo que se merece – somos considerados felizes por Deus. No entanto, é impossível que nessa postura não tenhamos conflitos. Na verdade, a perseguição torna-se algo característico para aquele que ama a justiça.

Deus te abençoe!

Tiago Lino

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