John Piper desafia tradicionalismo Batista sobre os dons espirituais


O estudo acerca dos dons espirituais sempre gerou polêmica no meio cristão, haja vista a própria Igreja Batista ter varias ramificações por divergências neste assunto.

Em uma pregação o pastor John Piper demonstrou sua visão acerca dos dons espirituais como dons de línguas e de cura. Para o pastor da Igreja Batista Betel de Minneapolis há razões para acreditarmos na contemporaneidade dos dons.

No estudo ele apresenta quatro delas: a primeira é sobre o termo “batismo com o Espírito Santo”, baseado em Atos 1:5 e 11:16. Sobre isso Piper escreveu que “se o Espírito te cobre como um batismo, não podemos imaginar o Espírito entrando de maneira sorrateira e quieta enquanto você dorme e fazendo morada de maneira imperceptível.”

Outro aspecto pregado por evangélicos pentecostais que Piper concorda é sobre o poder, a ousadia e a confiança. “Jesus diz em Atos 1.5 e 8 que o batismo com o Espírito significa: “mas recebereis a (virtude) poder… e ser-me-eis testemunhas”. Isso é uma experiência de ousadia, confiança e vitória sobre o pecado.”

“Um discurso desse tipo e vindo de Piper, um reconhecido pastor reformado, salienta uma saudável tendência, ao meu ver, à aceitação da atuação do Espirito Santo em nossos dias conforme nos tempos da igreja de Atos. Não aquela formatada pelo tradicionalismo teológico exageradamente racional, mas uma atuação que tenha desdobramentos no dia a dia da vida Cristã. Capacitação, convicção sobre o pecado, ousadia e coragem, fé, perseverança e a plena certeza da experiência de conversão.

Não é saudável uma igreja puramente “acadêmica” na sua concepção teológica, como também não é saudável uma igreja que baseia a vida cristã em experiências místicas, somente. Uma igreja que preza pela pureza doutrinária e teológica sem abrir mão da atuação do Espírito Santo, a mesma que confundiu o Roma e o judaísmo no primeiro século, sem dúvidas é a mais parecida com a Igreja de Atos”.  Tiago Lino

 

“Não há motivo para pensar que até mesmo para Paulo o batismo com o Espírito Santo estava limitado ao momento inicial da conversão. E certamente no livro de Atos o batismo com o Espírito Santo é mais que um ato divino subconsciente de regeneração- é uma experiência consciente de poder (Atos 1.8).”

Outro ponto apresentado pelo pastor reformado é sobre ao testemunho descrito em Atos. “Na verdade a terceira razão que me faz pensar isso é que quando pegamos uma concordância e procuramos em todas as passagens em Atos onde o Espírito Santo trabalha nos cristãos, nunca é de forma subconsciente. Em Atos o Espírito Santo não é uma influência silenciosa, mas experimentação de poder. ”

Já o quarto e último ponto fala sobre a manifestação do Espírito como consequência da fé, e não de forma subconsciente. “Em Atos 11.15-17 Pedro relata como o Espírito Santo desceu sobre Cornélio assim como nos discípulos em Pentecostes. (…) Note que o dom do Espírito, ou batismo com o Espírito, é precedido pela fé.”

Concluindo esse estudo sobre o Batismo do Espírito, Piper fala sobre os dons de línguas. “Em si mesma a língua é relativamente sem importância. A verdadeira contribuição valiosa da renovação carismática é sua implacável ênfase na verdade que receber o dom do Espírito é uma experiência real marcante.”

Fonte: Gospel Prime

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