Casas de Adoração



Mais uma reportagem a respeito da Igreja nos lares feita pela NBC News (EUA), transmitida no dia 21 de outubro de 2010:
Algumas observações:
– Quase 10% dos protestantes americanos frequentam unicamente uma Igreja nas casas. Este é um crescimento assombroso comparado com os números de dez anos atrás, que não chegavam a 1%. Isso certamente indica uma revolução silenciosa por parte de pessoas que estão cansados da superficialidade dos “shows da fé” e da ostentação megalomaníaca de certos impérios religiosos.
– Nem todas as Igrejas nas casas têm pastores assalariados como a do vídeo. Algumas entendem que isso é uma forma de incentivo ao clericalismo; outras dão ofertas a seus obreiros conforme a necessidade; outras sustentam obreiros em período integral, principalmente aqueles que possuem uma plataforma extra-local. Não há unanimidade nesta questão.
– Não há nada de místico no número 12. Algumas igrejas caseiras possuem grupos de 10 pessoas e outros de 30, incluindo crianças. É um consenso entre as comunidades, porém, que grupos menores facilitam a 1) interação, a 2) comunhão e 3) a expressão do dom individual de cada membro (redundância proposital). Não há nada de mágico em reunir-se em uma casa, e quando uma Igreja caseira perde estas características, em nada se difere de sua versão institucionalizada (com exceção de seu aspecto geográfico). Na tentativa de evitar este processo de fossilização litúrgico-clerical, quando um grupo caseiro começa a crescer muito, muitas Igreja locais propõem a multiplicação do mesmo.
– Para aqueles que não sabem, a Catedral de Cristal (Crystal Cathedral) na Califórnia – um dos maiores e mais luxuosos mega-templos dos EUA – abriu falência com uma dívida de 40 milhões de dólares. É consenso entre aqueles que adoram nas casas que gastar dinheiro na construção e manutenção de edifícios de adoração é um desperdício e uma inversão de prioridades na Igreja. Levando em consideração que a Igreja viveu sem templos por mais de 300 anos, e que a “Casa de Deus” neotestamentária não se trata de um edifício e sim de pessoas, entende-se que o dinheiro usado na construção e na manutenção de edifícios deveria estar sendo empregado primeiramente no auxílio financeiro aos domésticos da fé e aos de fora (nesta ordem), e também em missões.
– A opção de alguns em exercer uma fé individualista e privada nas mega-igrejas reflete como o conceito de “Igreja” foi distorcido ao longo dos anos. Igreja não é McDonalds, onde as pessoas entram para comer e saem sem se preocupar com aquele que ocupa a mesa ao lado. A Igreja é a Comunidade Divina, a embaixada de Cristo na terra por meio do qual o amor de Deus deve manifestar-se ao mundo. Eliminar o aspecto comunitário de nossa fé é transformar a Igreja em um mero centro de doutrinação, equivalente a um salão de massagens – onde nosso intelecto e nossa consciência são massageados com uma bela mensagem que nos ensina como ter uma vida de sucesso sem nos  preocuparmos com nosso próximo, ou como chegar ao céu sem viver o Reino aqui na terra.



© Pão & Vinho

 

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