O lugar da pregação na igreja contemporânea


Olá, Queridos.  Estarei colocando por esses dias uma série de textos que tratam sobre a Pregação da Palavra de Deus na igreja do nosso tempo, seus problemas, erros e perspectivas. Espero que isso te ajude a ver e a compreender a importância da Pregação para a causa do Reino, para o mim e você. Esses textos são tirados do blog do abençoado  Paulo Petrizi, cujos links se encontram nessa página. Lembrando que esses estudos sempre se encontram armazenados na seção “Estudos Biblicos”

Deus te abençoe

1. O Crescente desprestigio da pregação

2. A Crise de identidade da Igreja

3. A Apostasia dos membros da igreja

4. A procura de substitutos à Pregação

O crescente Desprestígio da Pregação

 

A observação de que neste século, mais uma vez, a Igreja está marcada com o declínio da pregação, a exemplo do que houve no período pós-apostólico,  é demonstrada por Lloyd-Jones que, mesmo tendo algumas posturas “radicais”, defende a pregação como sendo a principal tarefa do pregador e a razão maior do seu chamado.

No final da década de 60 Lloyd-Jones já denunciava algumas das tendências de mudanças na ordem de culto geralmente pretendidas pelas igrejas, chamando-as de “elementos de entretenimento no culto”. Para ele, na medida em que a pregação perdeu sua importância, foi necessário dar ênfase a outras partes do culto. Em sua análise, o maior culpado pelo desprestígio da pregação é o próprio púlpito; toda vez que o púlpito está correto e a pregação é autêntica, isso atrai e arrebanha o povo para ouvir .

Um famoso ministro norte americano, Warrem Wiersbe, destacado pelo ministério radiofônico que desenvolve há décadas e por alguns livros, escreveu uma obra traduzida para o português com o título “A Crise de Integridade”. Nele, o autor reconhece o desprestígio da pregação no meio evangélico de seu país e conclui: “o tipo errado de pregadores, compelido por motivos errados, criou o tipo errado de cristãos mediante a pregação da mensagem errada.”

Desta forma, a pregação que é tão prioritária para a vida da Igreja tem, nos próprios pregadores, os principais responsáveis pelo seu desprestígio. Vale a pena lembrar a definição da pregação segundo Blackwood: “a verdade de Deus proclamada por uma personalidade escolhida com o fim de satisfazer as necessidades humanas”. Ora, podemos concluir que o fato da pregação estar desprestigiada se deve, principalmente, à incapacidade dos púlpitos em “satisfazer” as necessidades humanas.

Aproveitando a definição acima vale ressaltar que o que faz a pregação é a veracidade bíblica exposta fielmente e aplicada relevantemente ao homem contemporâneo. Parece-nos que nos dias atuais nossos pregadores cumprem a primeira das condições e desprezam a segunda.

Estas mesmas duas condições podem ser encontradas na definição de sermão de  John H. Jowett. Para ele o sermão tem  que ser uma proclamação da verdade “como vitalmente relacionada com os homens e mulheres que vivem”. Ele diz que um sermão precisa tocar a vida onde o toque seja significativo, “tanto nas suas crises como nas suas corriqueirices”. Completa ainda que o sermão precisa ser  “aquela verdade que viaja em companhia dos homens morro acima e morro abaixo, ou na planície monótona”.

É justamente por isso que a pregação é tão importante para os ouvintes. Há uma “fome” deste toque especial patrocinado pela Palavra pregada. Na medida em que esta pregação é ineficiente em suprir os ouvintes desta necessidade, deixa de ser prestigiada.

Este desprestígio é observado também por  James Crane. Para ele isto se deve, principalmente,  à inaptidão em estabelecer objetivos realmente relevantes para a pregação. Crane lembra que a pregação só tem sentido quando imbuída de um propósito persuasivo. Argumentando acerca disso, ele cita G. Campbell Morgan:

Toda pregação tem um só fim, a saber, o de tomar cativa a cidadela central da alma
humana, ou seja, a vontade.  O intelecto e as emoções constituem vias de aproximação
que devemos utilizar. Porém o que temos de recordar sempre é que não temos atingido
o verdadeiro fim da pregação enquanto não for atingida a vontade, constrangendo-a a
fazer sua escolha de acordo com a verdade que proclamamos.

Sem este caráter persuasivo a pregação perde sua eficácia e, consequentemente, seu prestígio junto à própria Igreja.  E qual o resultado para a Igreja deste estágio em que a pregação se encontra? A própria Bíblia, no livro de Provérbios nos mostra o resultado natural da ausência da legítima e eficiente pregação: “Não havendo profecia, o povo se corrompe”.

Proximo: A Crise da Identidade da igreja.

 

 


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