Pastores insentos


silencio1Tenho percebido em minha timeline no facebook quão perniciosa é a pastores e teólogos uma fé dissolvida pela ideologia política. Refiro-me exclusivamente àqueles que ergueram as bandeiras da moral socialista quanto ao emprego, à desigualdade social e à política. Picados que foram pelo mosquito da superioridade moral (sentem que sua teologia e pregação são mais refinadas e puras por dar a elas uma moldura socialista), não hesitam em vociferar contra as mazelas deste mundo tenebroso em que vivemos.

Seus posicionamentos são claros, articulados e direcionados a toda hipocrisia das pessoas com o pobre e o necessitado, mesmo que esta resida no seio da igreja (nem vou comentar o esforço silencioso e hercúleo dessa mesma igreja anônima). Contudo, essa clareza e objetividade se perdem tão logo são obrigados a comentar assuntos que evidenciam a separação entre a cosmovisão cristã Leia mais deste post

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Quando os pregadores desonram a Palavra de Deus – por John Piper


pregaçãoA Reforma Protestante foi uma recuperação do púlpito, e mesmo após quinhentos anos existem pregadores protestantes que involuntariamente desonram a Bíblia no púlpito. O que norteia a pergunta de hoje*, vinda de um pastor anônimo: Leia mais deste post

500 anos da Reforma: a Palavra fez tudo


luteroA Reforma Protestante se sustentou em cinco pilares, conhecidos como Cinco Solas. São eles: Sola Scriptura, Sola Christus, Sola Gratia, Sola Fide e Soli Deo Gloria.

A primeira reconhece somente a Bíblia como fonte de autoridade da verbum Dei (voz de Deus), sobre qual todas as outras devem ser testadas. Nenhuma palavra humana, nenhuma tradição eclesiástica ou mesmo promessa tem valor superior às Escrituras. O primeiro Solas é a afirmação da inerrância e da suficiência da Palavra de Deus.

A segunda é o permanente protesto contra o pluralismo religioso dos nossos dias. “Cristo é o único caminho de salvação para os que foram, são e serão salvos”, disse Zwinglio, o reformador suíço contemporâneo de Martinho Lutero. É o Solas que nos lembra que somente Cristo é o mediador entre Deus e os homens dizendo que “não há salvação em nenhum outro, porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4:12). Leia mais deste post

Quando o evangelho se torna contracultural


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“Assim diz o Senhor: Ponham-se nas encruzilhadas e olhem; perguntem pelos caminhos antigos, perguntem pelo bom caminho. Sigam-no e acharão descanso” ‭‭(Jeremias‬ ‭6:16‬).

Uma vez crido e obedecido, o evangelho promove na pessoa um novo conjunto de valores e direção. Quando o número dos que seguem o evangelho se multiplica aos milhões, temos, portanto, um significativo contrapeso à cultura que os cerca. Nesse sentido, o termo evangélico numa cultura hedonista, secular, imoral e avessa à verdade certamente soará como contracultural.

Isso explica bem as variadas reações “conservadoras” à tentativa de fragmentação da família e a consequente influência dos pais na educação moral e religiosa dos filhos. O marxismo cultural compreendeu bem, usando um linguajar bem próximo, que um povo alienado é facilmente dominado. E nada mais alienante do que alimentar o homem da obsessão por sua natureza animal, isto é, entregando-o aos seus desejos sexuais por meio de uma cultura que celebra a libertinagem e o fim de qualquer repressão (isto é, uma moralidade).

O tsunami sexual que varre o país é filho de uma ideologia que busca destruir qualquer vestígio da divindade (Gn 1:26) deixado no ser humano Leia mais deste post

Apêndice: uma análise de 1 Coríntios 5:1-7


bannerO príncipe dos puritanos, John Owen (1616-16830, deixou uma vasta obra teológica, na qual ele comenta, em riqueza de detalhes, quase todos os assuntos da vida da igreja. Em um capítulo sobre a administração da excomunhão na igreja, ele comenta sobre a disciplina eclesiástica e suas aplicações. O The Banner of Truth Trust1, importante veículo de propagação das obras puritanas em língua inglesa, publicou um e-book com essa abordagem de Owen, intitulado Church Discipline2 (Disciplina Eclesiástica). Com isso, eu compartilho um trecho muito rico de sua análise de 1 Coríntios 5:1-7, no conhecido caso de incesto praticado na igreja de coríntios. Vamos a ele: Leia mais deste post

As áreas vitais da disciplina eclesiástica


bannerToda igreja bíblica se sustenta sobre um tripé: pureza doutrinária, pureza de vida e unidade. Inevitavelmente, uma vez que o pecado se instale dentro da congregação, uma dessas áreas será afetada por ele. E, às vezes, de forma irreversível, a ponto de uma determinada igreja não mais ser considerada bíblica. Portanto, essas áreas da igreja exigem constante vigilância e disciplina. A negligência delas faz a igreja tombar.

  1. Pureza doutrinária

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Os principais objetivos da disciplina eclesiástica


banner“Se me fosse perguntado por que a Igreja encontra-se nesse perigoso estado eu responderia que, em última análise, é porque ela tem falhado em aplicar a disciplina” – Martyn Lloyd Jones

Eu penso que somente quando resgatarmos o valor e o significado da Igreja, como eles são demonstrados nas Escrituras, é que regressaremos à correta disciplina eclesiástica. Como já mencionado em artigos anteriores, a Igreja de Cristo ostenta virtudes que a distinguem completamente de qualquer outra instituição humana. E os objetivos de toda disciplina eclesiástica visam justamente à preservação dessas virtudes. Nesse artigo iremos destacar as principais. Leia mais deste post

As etapas da disciplina bíblica


bannerNo primeiro artigo, vimos como chegamos até o atual panorama de indisciplina que fere a igreja em geral, analisando as mudanças de mentalidade ocorridas durante os últimos duzentos anos.

No segundo, tentei trazer uma visão geral sobre o assunto, conforme ele é mencionado nas Escrituras. Tanto para nos familiarizar com as principais referências bíblicas quanto para nos alertar do nosso deve em observar esse mandamento de Cristo.

No terceiro e no quarto, analisamos os principais textos dos evangelhos que nortearam a aplicação deste princípio no seio da igreja apostólica. Também vimos que é uma ordem expressa do Senhor Jesus, o que torna a disciplina eclesiástica um dever de toda igreja que confessa a Jesus como salvador. Leia mais deste post

Sobre a admissão e exclusão de membros


banner“Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:33).

No artigo anterior, vimos a importância que há no correto entendimento sobre a membresia da igreja. Não é um entendimento que caiba somente à liderança local, mas que deve ser de todos os seus integrantes. É um mecanismo de defesa.

Uma das marcas que a crise do discipulado trouxe sobre a igreja moderna é justamente um entendimento errado sobre como se constrói uma membresia saudável e bíblica. Essa falha se inicia já por meio de um discipulado (a diferença entre disciplina e discipulado já discutimos anteriormente) que não incute nas pessoas a observância dos mandamentos do Senhor Jesus e nem por eles ensina nutrir amor.

Temos a noção de que o discipulado consiste em ensinar às pessoas a cantarem os louvores que cantamos, a vestirem-se e a frequentarem os mesmos lugares que frequentamos. A ostentarem trejeitos e vocabulários específicos de “crentes”. Leia mais deste post

Cristo determinou a disciplina na Igreja


bannerA Igreja de Cristo, olhando estritamente seu aspecto humano, é uma organização como outra qualquer. Todas as instituições possuem requisitos de admissão, manutenção e exclusão de seus membros. Um clube social, por exemplo, exige o pagamento de joia para aquele que propõe se associar a ele. Muitos outros exigem algum tipo de conformidade à atividade exercida pelo grupo, seja ela de cunho social, religiosa ou econômica.

Lembro-me de um partido político que é conhecido por sua bandeira inclusivista, tolerância religiosa e de promoção dos direitos humanos. Um de seus filiados, dizendo-se cristão, propôs uma alteração na Constituição. Logo no início, ela afirma que “todo poder emana do povo”. O deputado, baseando-se em sua fé em Deus, queria alterar a palavra “povo” para “Deus”. Em função disso, o partido tolerante não tolerou essa iniciativa e o expulsou de suas fileiras. Esse exemplo ilustra bem Leia mais deste post

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