JESUS FOI À PARADA GAY? 


João Batista morreu por acusar em público o pecado de Herodes, que mantinha caso com a mulher de seu irmão (Mt 13). 
Curioso é que ele fez isso no mesmo período do início do ministério de Jesus. Ele se cala quanto a atitude de João Batista e recebe a notícia de sua morte. 

Jesus não tratou Herodes como vítima – até o chamou de raposa (Lc 13:31) – não acusou João de falta de compaixão e misericórdia; não o ensinou uma nova abordagem para falar a um público pós-cristão com uma escolha “diferente”; não o repreendeu para que se lembrasse que Deus é amor; ele se calou. 

Jesus sentenciou a depravação total do ser humano ao dizer que todos necessitam de novo nascimento, e que esse “Born again” é uma obra soberana – o espírito sopra onde quer. Ele cunhou como pecado o divórcio, a cólera contra o próximo, a blasfêmia, condenou o comércio religioso, advertiu uma mulher com seus vários maridos e outra do pecado do adultério. Sobre o casamento, atestou ser ele resultado da união entre homem e mulher, segundo a criação de Deus. 

Esse mesmo Jesus foi o que morreu pelos pecadores; que sempre esteve ao lado dos oprimidos, que denunciou a opressão do sistema religioso de sua época; que jantou na casa de um publicano; que aceitou o perfume (não era boticário, risos) de uma pecadora; que escolheu andar entre doze homens de reputações duvidosas; que deixou uma esplêndida parábola mostrando o amor compassivo de um pai para com um filho; que curou o criado de um escravista; que pregou um Deus simples, amável e gracioso. 

Tenho visto vários “Jesus” sendo pregado nos últimos dias. Um é simpático à nova constituição de família e despreocupado com o que os homens fazem e as conseqüências disso. Não afeto à vida civil e às leis humanas. Não afeto à vida particular de ninguém. À parte dos rumos da sociedade plural e homogênea do século XXI: “culpa” de seu puro amor.  

Outro, implacável e justiceiro. Não vê ouro no meio do barro; joga fora o bebê junto com a água suja; fechado ao diálogo; áspero, ríspido. 

Jesus definiu pecado. Pregou juízo. Falou do inferno. Causou divisões. Foi odiado. Era fundamentalista, ortodoxo. Tudo isso demonstrando amor por onde passava, recebendo os rejeitados e dando-lhes graça e de graça. Era impossível deixar sua companhia com as mesmas posturas. 

Vendo militantes falando sobre Jesus para justificar o “protesto” na cruz, ou de evangélicos simpáticos ao movimento ou dos que não admitem qualquer diálogo com os que pensam diferente, me pergunto: afinal, de que Jesus estão falando? Sinceramente, vejo com tristeza o Jesus caricato que tentam difundir para justificar suas opiniões no calor de uma guerra cultural que se deflagra aqui. Certo é que os dois lados (do segmento evangélico) estão sendo injustos e infiéis ao testemunhá-lo. Com objetivos escusos: popularidade, aplausos, manipulação, fixação de território político-religioso. Sei lá. 

Olhando para hoje eu não consigo ver Jesus apoiando o Malafaia, mas também não consigo vê-lo na parada gay dizendo que cura a homofobia – que aliás é um termo com um significado manipulado para ganhar audiência. Não o vejo apoiando o casamento homossexual, muito menos espancando sua noiva por por reagir ao atentado que fazem com uma instituição que ele mesmo ratificou. Não imagino-o indiferente aos gays que são mortos por sua opção sexual, mas também não consigo imaginá-lo pleiteando leis específicas a este ou aquela parcela social. Não consigo vê-lo atuando hoje para ser a polícia moral do mundo, muito menos o imagino batendo palma para esse sistema de valores que tentam construir – basicamente idolatria e imoralidade sexual. 

Jesus andou sobre a tênue linha do amor que abraça e do zelo que espalha. Ele tinha a graça e também a espada. No fundo, ele nunca confundiu pecado com pecadores. Não lhes deu o mesmo tratamento. Ele foi sincero com a crise humana. 

Por isso, Jesus hoje seria incompreendido por muitos evangélicos, mas também seria tachado de homofóbico, retrógrado e machista. Como foi há dois mil anos, seria perseguido e morto. Por quê? Porque o homem é o mesmo desde Adão. Sempre carente da graça e sempre buscando “evas” para ficar em paz com seus pecados. 

Jesus também é o mesmo: santo e gracioso; zeloso e misericordioso; cordeiro e leao; rei e servo. 

Enquanto guerreiam para definir quem é o vencedor dessa batalha cultural, eu fixo meus olhos nele. Não a partir dos jornais, deste ou daquele ativista, mas a partir da Bíblia, atualmente ridicularizada e odiada. Custe o que custar. Doa a quem doer. 

Ah, e a Cruz? Só me orgulho e apego à que o Filho de Deus tomou para expiar os meus pecados e de muitos.

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Asafe: da inveja para a graça 


O salmo 73 é um testemunho pessoal de um crente em Deus que teve sua vida arruinada, por um momento, pelo pecado da inveja. Seu nome era Asafe. Ele era músico e compositor e exercia uma posição importante no culto e no pensamento religioso de sua época, pois expressava, por meio de canções, as obras de Deus na vida diária de seus filhos.

Mesmo nessa posição, deixou-se dominar pela inveja. Por misericórdia divina, não sucumbiu a ela. No verso dois ele diz que quase se desviou, tamanho o estrago que ela fez a ele e à sua fé em Deus. No verso dezessete ele relata o início da sua restauração.

Sendo assim, à luz do do que Asafe vivenciou, o que podemos refletir sobre esse período de sua vida e os problemas de olhar a vida sob a ótica da inveja?  Leia mais deste post

14 promessas que repousam sobre os justos


  O salmo 37, escrito por Davi, apresenta um belíssimo contraste entre o justo e o ímpio. Tanto no presente, quanto no futuro. 

Ele é como uma bússola num mundo onde o bem e o mal parecem andar juntos; onde a verdade é manipulada; onde a incredulidade é incentivada; onde a impunidade parece recompensada e a justiça, espremida. 

Isso, porque, nesse cenário, pode ser comum a confusão de propósito a ponto de se concluir que não há diferença alguma em ser bom ou mau, em ser de Deus ou incrédulo, em ser santo ou ímpio. 

Caso essa seja a sua dúvida neste instante, caro leitor, eu gostaria de te lembrar os benefícios de ser justo. E esses benefícios foram reunidos no salmo 37. Por quê? Para nosso deleite em viver santo num mundo mal; para viver em gratidão a Deus por dispensar-nos seu cuidado e providência; para nos estimular à busca por maior comunhão com o Pai e, por fim, para avivar nossa esperança de um futuro onde a paz e a justiça, onde a glória da santidade e da graça de Deus reinarão triunfantes. E nesse futuro glorioso, o salmo frisa muito bem, o ímpio não existirá. 

Antes, contudo, preciso resguardar, à luz da Bíblia, o significado da expressão justo, para que você não crie falsas expectativas em relação às promessas abaixo listadas.

O justo é a pessoa que creu em Jesus para remissão de seus pecados, para resgate de sua alma da condenação eterna e que, por isso, foi declarado justo – isto é, ele não tem mais nenhuma dívida perante à lei de Deus – e agora goza de comunhão com Deus ( não é mais inimigo!), está debaixo da Graça de Cristo e é guiado pelo Espírito Santo neste mundo, em meio à dor e angústia, a sofrimentos e fraquezas, até à volta de Jesus. 

Vamos às promessas. O justo:

1 – Habitará na terra e terá alimento, sustento da vida. Ele pode confiar seus dias a Deus;

2 – Tem seus planos aprovados por Deus; vive com esperança.

3 – Tem a providência divina ao seu lado; sabe que não é largado à própria sorte num mundo cruel;

4 – É justificado; está em paz com Deus e é objeto de Seu doce amor; 

5 – É sustentado por Deus; jamais sucumbirá ao pecado e às provações;

6 – É conhecido (cuidado por Deus); sua vida é alvo de atenção constante por parte de Deus;

7 – Tem o Senhor como escudo nos dias de provação; não será vítima de uma provação maior que que pode suportar;

8 – Não fica prostrado quando cai em pecado, mas é reerguido pelo Senhor e recomeça; tem a seu dispor o perdão e a misericórdia de Deus;

9 – É guiado pela sabedoria; tem sua mente e coração moldados pelo temor de Deus;

10 – Tem a lei de Deus em seu coração; forma sua visão de mundo a partir da vontade de Deus e de seus valores eternos;

11 – Não está debaixo de condenação; vive a alegria de ter seus pecados perdoados e a certeza de que novos céus e nova terra o aguardam e a expectativa de que toda essa vida terá fim e que habitará junto com Abraão, Isaque e Jacó num mundo iluminado pela glória de Deus;

12 – Será exaltado na consumação dos séculos; a vergonha, a dor, o sofrimento e a humilhação serão substituídas por eterna alegria e peso de Glória; 

13 – Tem o senhor como fortaleza no dia da angústia; sabe que nunca estará sozinho nos dias maus;

14 – Será salvo;

POR QUE ANDAIS TÃO ANSIOSOS?


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A nossa sociedade parece ter potencializado sua rendição à ansiedade. Isso, em parte, porque diariamente recebemos “inputs”: performance no trabalho, bom salário, casa próp Leia mais deste post

Justificação pela fé: o legado da Reforma Protestante. Pra quem?


FIDE

“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus” (Romanos 5:1-2)

O assunto da justificação pela fé é um dos pilares do cristianismo, sem o qual a fé cristã não pode se sustentar. Ela é o coração do Evangelho. A descoberta desse assunto, escondido por séculos de domínio da teologia católica a respeito da salvação, selou a Reforma Protestante com Lutero e trouxe à luz preciosas verdades a respeito da salvação do pecador, sem as quais nenhuma esperança de reconciliação com Deus vinga. Olhando para a história, a justificação pelas obras apenas gerou medo, insegurança e religiosidade nos crentes.

Contudo, apesar de quase 500 anos após Lutero pendurar suas 95 teses na porta da igreja de Winttenberg, esse assunto ainda soa muito estranho aos cristãos de nossa era, de forma que alguns chegam a rejeitar a justificação pela fé somente. Leia mais deste post

Entrevista com Martyn Lloyd-Jones em 1970


Nesta, o Dr. Jones faz importantes e bíblicas afirmações sobre o homem, sobre seu estado e necessidade de se reconciliar com Deus. Ele também faz um contraste entre a visão bíblica e a visão secular do homem, mostrando os resultados ruins da predominância desta em detrimento daquela.

Assista!

Sua religião também foi inventada por homens?


Deus fez questão de revelar-se por meio de seus atributos, registrando-os nas páginas das Sagradas Escrituras. Não extensivamente, pois Seu ser é insondável.

E essa revelação é uma clara distinção que ele faz de si mesmo em relação aos deuses criados por homens, para que uma simples comparação traga à tona o absurdo que é a ideia de um outro deu além do Senhor. Se não, faça-se as seguintes perguntas:

1. Que outra religião ou livro religioso faz uma revelação tão profunda e detalhada do ser Divino?

2. Que outra religião ou livro admite o conceito de justiça, de santidade, de bondade, de misericórdia, de amor, de aplicação da ira, como o faz a Bíblia?

3. Que outro livro ou religião traz a concepção de um deus tão complexo, infinito em obras, sabedoria, e poder, mas ao mesmo tempo o apresenta como um ser que se relaciona com homens?

4. Que outro livro ou religião, em sua revelação de seu deus, apresentou um deus diferente da caricatura que toda mente humana é capaz de fazer: de um deus ávido por sacrifícios para que sua ira seja aplacada ou provoque suas bênçãos sobre o ofertante? Na Bíblia, Deus é o autor da oferta e a causa da bênção.

5. Que livro ou religião associa o transcurso do Tempo e da História como que afetados sempre pela vontade soberana de Deus? Ou seja, Deus atua neles.

6. Que livro ou religião foram capazes de falar de um deus autossuficiente, independente, imortal, incorpóreo, imutável, eterno, infinito, sábio, onipresente, onisciente, soberano, dentre tantos outros, conforme faz a Bíblia?

Olhando apenas por esse aspecto, podemos ver como a Bíblia vai muito além da concepção do deus que a mente humana é capaz de criar.

É demais para a mente humana conceber um deus parecido com o que a Bíblia apresenta. Por isso, podemos confiar na revelação que ela faz do ser Divino, na sua inspiração e na certeza de que foi o próprio Deus quem usou homens para que a Sua correta revelação fosse assegurada.

Eu ainda poderia buscar o conceito de graça, um assunto definitivamente ausente nos relatos da religião humana, dado sua fonte divina. A graça só pôde ser conhecida porque Deus se revelou, se deixou conhecer. E o ápice de sua manifestação ainda causa escândalo e confusão na mente humana: até hoje a obra e vida de Jesus divide o mundo.

“Eu sei em quem tenho crido”. Paulo

Eu também sei. E confio que Ele não é fruto da invenção humana, mas o eterno criador e Salvador de todo aquele que reconhece seus pecados e põe sua confiança nele.

Sua religião te dá essa confiança?

O desaparecimento da Disciplina Eclesiástica – R. Albert Mohler Jr.


disciplinaO declínio da disciplina é talvez a falha mais visível da igreja contemporânea. Sem se preocupar com a manutenção da pureza na confissão ou estilo de vida, a igreja contemporânea parece em si mesma uma associação de membros autônomos com a mínima responsabilidade para com Deus, muito menos para com o próximo.

A ausência da disciplina não é mais notável – geralmente nem é percebida. Disciplina reguladora e restauradora na igreja já não é mais, para muitos membros, uma categoria significativa ou mesmo uma memória. A presente geração de ministros e membros da igreja está virtualmente sem experiência bíblica de disciplina eclesiástica. declínio da disciplina é talvez a falha mais visível da igreja contemporânea. Sem se preocupar com a manutenção da pureza na confissão ou estilo de vida, a igreja contemporânea parece em si mesma uma associação de membros autônomos com a mínima responsabilidade para com Deus, muito menos para com o próximo.

Na verdade, a maioria dos cristãos introduzidos ao ensino bíblico referente à disciplina eclesiástica enfrentam a questão da disciplina eclesiástica como uma ideia que eles nunca encontraram antes. Na primeira audiência, a questão parece antiquada e estrangeira como a Inquisição Espanhola1 ou a série de audiências e processos movidos contra pessoas acusadas de bruxaria na colônia de Massachusetts entre fevereiro de 1692 e maio de 1693. A única familiaridade deles com o ministério disciplina da igreja é frequentemente uma invenção literária tal como A Letra Escarlate2. Leia mais deste post

O Juízo Final é coerente e crível


A maldade e a injustiça dominantes no mundo causam enorme decepção se vistas à luz do materialismo cientifico e filosófico. A crença na vida que termina com a morte, no Deus que “está morto” e na ausência de padrões somente pode levar ao pessimismo e ver a existência humana como algo selvagem. Talvez isso explique o fato de muitos pensadores dessa linha de visão terem cometigo suicídio.

A Bíblia é categórica: não só há vida após à morte, mas ela será definida por nossas escolhas antes da morte. Rejeitar o conhecimento de Deus ou descobrir nele a fonte da nossa vida são atitudes que tem implicações eternas.

Isso é, sem dúvida, um Oceano de esperança em meio ao pessimismo gerado pela incredulidade materialista. Posso descansar no fato de que toda maldade e injustiça serão punidas, que seus proponentes prestarão contas e pagarão por suas ações.

Sei que, embora Hitler tenha escapado das mãos dos seus vencedores, ele, contudo, não escapará de Deus; sei que a milhões de mortes geradas pelo aborto serão individualmente cobradas pelo Deus de toda vida; sei que governos, políticos e ideologias terão suas ações e motivações desnudadas perante Aquele que tudo sabe, que tudo vê; sei que todos comparecerão, um a um, para explicar a vida que escolheram aqui.

Sei também que a ilusão do pecado será cruelmente revelada aos que viveram para promovê-lo em vida, que não será necessária nenhuma palavra de condenação, dada a própria consciência encarregar-se desse serviço. A luxúria, o egoísmo, a vanglória, a opressão, a soberba, a mentira, que tanto perseguem o homem desde berço, se revelarão desprezíveis diante da santidade de Deus.

Tudo isso sei porque “sei em quem tenho crido”. Ser soberano, o criador de todas as coisas, o Altíssimo, santo e justo dá a Deus o direito legal de exigir de cada indivíduo a prestação de contas por suas obras. Portanto, o juízo final, o inferno e a eternidade são perfeitamente críveis e a mais pura realidade. Para o ímpio, desespero amargo. Para o crente, doce esperança.

Quanto a você que não creu ainda, saiba que estás em inimizade com Deus. A menos que se arrependa de seus pecados e creia que Jesus é o filho de Deus enviado para perdoar os pecados dos homens, todas as consequências de seres um pecador e Deus terrivelmente santo estarão sobre seus ombros.

Há, contudo, tempo. Deus chama todos ao arrependimento. Demorar é insensato.

“Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo” Romanos 14:10

“Antes todas as coisas estão patentes e nuas aos olhos daquele com quem temos de tratar” (Hebreus 4:13)

“E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”. (Apocalipse 20:11-15 – ARC)

 

No que em breve vem,

Tiago

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