Cristo determinou a disciplina na Igreja


bannerA Igreja de Cristo, olhando estritamente seu aspecto humano, é uma organização como outra qualquer. Todas as instituições possuem requisitos de admissão, manutenção e exclusão de seus membros. Um clube social, por exemplo, exige o pagamento de joia para aquele que propõe se associar a ele. Muitos outros exigem algum tipo de conformidade à atividade exercida pelo grupo, seja ela de cunho social, religiosa ou econômica.

Lembro-me de um partido político que é conhecido por sua bandeira inclusivista, tolerância religiosa e de promoção dos direitos humanos. Um de seus filiados, dizendo-se cristão, propôs uma alteração na Constituição. Logo no início, ela afirma que “todo poder emana do povo”. O deputado, baseando-se em sua fé em Deus, queria alterar a palavra “povo” para “Deus”. Em função disso, o partido tolerante não tolerou essa iniciativa e o expulsou de suas fileiras. Esse exemplo ilustra bem Leia mais deste post

Anúncios

O casamento puritano como um refúgio numa era de destruição da família


casamento

“Quando um homem for recém-casado não sairá à guerra, nem se lhe imporá encargo algum; por um ano inteiro ficará livre na sua casa para alegrar a mulher, que tomou” (Deuteronômio 24:5).

A atual geração herdou e aperfeiçoou para si um conceito por demais desdenhoso sobre o matrimônio. A diferença desse conceito nos últimos cem anos é visível: em 1917, a maior conquista de um jovem comum era o casamento, de forma que, em sua adolescência e juventude, suas energias voltavam-se para constituir uma família. Hoje, contudo, esse objetivo é sistematicamente postergado: após a faculdade, após a aprovação em um concurso público ou após um mestrado profissionalizante.

O problema é notório: as pessoas estão constituindo famílias cada vez mais tarde, e não poucos casam-se após os trinta anos. Ter mais de um filho tornou-se uma empreitada rara. O casamento quase sempre é a última opção. Porque ele é visto como irrelevante. Esse é um dos frutos mais visíveis da secularização: a ausência de relacionamentos duradouros. Leia mais deste post

A disciplina definida


bannerNesse artigo comentaremos as principais razões que levam a igreja ao exercício de uma disciplina bíblica. A partir de uma definição concisa, analisaremos as implicações mais importantes para a Igreja quanto a esse assunto.

A disciplina eclesiástica é toda atividade da igreja que busca corrigir a prática de pecado em sua vida ou na de seus membros1. Portanto, seu principal objetivo é a correção. Além disso, ela busca levar a membresia local à conformidade aos mandamentos de Cristo. A razão de ser da disciplina é a própria natureza da Igreja: ela é a noiva de Cristo e será apresentada a ele santa e irrepreensível, conforme escreveu o Apóstolo Paulo aos efésios:

Leia mais deste post

Discernindo os tempos: uma geração que rejeita a disciplina


banner

“É notável que quando a disciplina sai da Igreja, Jesus vai junto com ela” – J. L. Dagg

No artigo Um tabu infernal: quando a ideologia suplanta a Bíblia, ressaltei o grande prejuízo que a mentalidade da nossa geração tem trazido ao ministério da pregação. Isso se dá pela maneira como parte da Igreja vê esse ofício atualmente. Cercados que estamos por um público que tem “coceira nos ouvidos” (2 Tm 4:3-4), a pregação é pressionada a reproduzir conceitos meramente humanos (psicologia secular2, ideologias políticas, pós-modernismo) a fim de omitir o escândalo do evangelho para um tempo que não suporta ouvir a verdade. Como exemplo principal, abordei o fato das preleções sobre o entendimento bíblico do inferno ser praticamente um tema extinto nos púlpitos modernos. Leia mais deste post

Os puritanos e o ministério


puritanos

O termo “Puritano” foi usado pela primeira vez no reinado de Elizabeth (1558–1603) como uma expressão de reprovação para aqueles que, aos olhos dos seus oponentes, eram muito tomados com a pureza da Igreja visível. Os Puritanos consideravam incompletas as reformas religiosas do reinado de Edward VI (1547–53). A Igreja na Inglaterra foi grandemente reformada em doutrina, mas no seu governo e na sua prática, existia muito para o que não havia base bíblica. Quando Elizabeth subiu ao trono em 1558, ela produziu o que mais tarde foi conhecido como a “acordo religioso Elizabetano”, que basicamente era um dispositivo político – o objetivo principal da rainha era consolidar a sua própria posição. Isso levou a uma “Igreja aberta”, que podia e que realmente aceitava quase que tudo dos fanáticos Papistas, por um lado, e quase que tudo dos Reformadores persuadidos, por outro lado.

Os Puritanos, crendo como eles criam que as Escrituras são a única regra para a prática tanto quanto para a doutrina da Igreja, opunham-se ao novo regime religioso. Eles encontraram-se em oposição a Elizabeth, a James I e a Charles I e, embora desfrutassem de um rápido período de trégua sob a lei de Cromwell, eles foram forçados a deixar a Igreja da Inglaterra em 1662, quando aproximadamente 2.000 ministros recusaram submeter-se ao Ato de Uniformidade. Em todo o século dezessete e também depois, a influência dos Puritanos diminuiu continuamente e, até que uma nova onda de interesse nos seus escritos aparecesse na década de 50 (em grande parte através do trabalho da organização “Banner of Truth Trust”), eles permaneceram como que algo de uma imparidade histórica, aos olhos da maioria. Leia mais deste post

Intercessão limitada: é pela Igreja que Jesus intercede


Resultado de imagem para expiação ilimitadaA oração de Jesus em João 17 é a sua mais longa e detalhada registrada pelas Escrituras. Mas ela também é muito significativa. Se por um lado aprendemos com Jesus no que consiste a intercessão que agrada o coração do Pai, por outro, por ela, podemos aprender como a Igreja é o alvo do seu mais torrencial amor.

Ao fazer essa oração, Jesus estava na iminência de ser preso e enfrentar toda a humilhação nas mãos dos judeus e romanos. Com seu espírito angustiado e temendo o pior, ele expõe seu coração nessa oração. Se no momento da morte é comum que valorizemos somente aquilo que é realmente importante, então o fato de Jesus fazer de sua oração uma belíssima intercessão pela Igreja (pelos eleitos e a unidade deles) demonstra o valor que ela possui para Ele.

Logo de início, o texto de João deixa claro por quem Jesus está intercedendo: pela Igreja e não pelo mundo. Em sua oração, o Senhor deixa clara a distinção que há entre esses dois “mundos”. E ele faz questão de frisar que não tem em mente, em sua oração, aqueles que não foram ou não serão redimidos. Leia mais deste post

Um tabu infernal: quando a ideologia suplanta a Bíblia


Resultado de imagem para infernoTalvez a grande característica da pregação evangélica pós-moderna é a sua seletividade. Um pregador desse naipe é facilmente reconhecido não pelo o que ele prega, mas justamente pelo o que ele não prega. Sobram lições subjetivas extraídas de histórias bíblicas – em grande parte, fruto de aplicações mal feitas. Falta exposição clara e sincera do texto bíblico, sobretudo daqueles que ofendem a consciência. E a ausência desses assuntos está longe de ser acidental. É uma consequencial natural de uma mentalidade que foi forjada pelos ditames desse século e não pela Palavra de Deus.

A grande faceta da mentalidade pós-moderna é sua repulsa à verdade. Tudo o que soa firme, exclusivo e definidor é excluído e tachado como intolerante. É uma mentalidade encurvada a uma verdade conveniente, inofensiva, tolerante, subjetiva e contraditória. Logo, relativa. Paulo definiu muito bem esse público e alertou Timóteo sobre seus vícios contrários à Bíblia: Leia mais deste post

Pregue o evangelho sem palavras. É isso mesmo?


Imagem relacionadaQual é o papel da palavra verbal como meio para proclamação do evangelho e de conversão dos incrédulos? Eu pergunto isso por causa do insistente erro de muitos evangélicos em atribuir pouca importância à pregação verbal do evangelho. Para estes, vale o clichê “pregue com a vida, se possível use palavras” ou “as pessoas querem ver Jesus em você e não em suas palavras” – sobre esse e tantos clichês, eles são evidência da preguiça Intelectual que assola o evangelicalismo brasileiro.

É desnecessário afirmar a necessidade de coerência que deve haver entre o discurso e a prática de um cristão, a necessidade da santificação traduzida em uma vida cristã que glorifique a Cristo nos atos mais simples. É tudo bíblico. Mas isso em nada diminui ou substitui a centralidade da pregação como ferramenta de apresentar Jesus ao incrédulo, como Filipe fez ao eunuco etíope.  Leia mais deste post

Por que não sou ateu


MORTOPrimeiro, eu gostaria de esclarecer que este artigo não é um argumentum ad hominem, mas uma crítica ao ateísmo enquanto cosmovisão. Sei que é desnecessário, mas em tempos de profundo melindre intelectual, faço questão deixar registrado meu respeito pelo ateu sincero, aquele que se julga incapaz de crer na existência de Deus, seja porque não encontrou coerência intelectual em tal crença, seja porque não julga as evidências disponíveis suficientemente convincentes para nutrir uma crença nele.

O grande fracasso do ateísmo, a meu ver, é que ele é intelectualmente incapaz de refletir a existência humana, se levar à cabo as implicações morais de sua cosmovisão. A ele só resta o silêncio diante da imensidão do universo associada ao dilema da vida. Leia mais deste post

Quando o amor se torna uma heresia 


Não é novidade o já conhecido movimento evangélico alinhado aos valores da agenda esquerdista, os chamados evangélicos progressistas. Esse alinhamento pode ser visto em seu próprio discurso, amplamente absorvido pelo discurso dessa militância. Palavras como fundamentalismo, conservadorismo, racismo, preconceito, etc, são marcas autenticadoras do vocabulário desse segmento. Entretanto, nada melhor o caracteriza, a meu ver, como sua retórica em defesa do amor como a solução para os conflitos que eles dizem combater. Nesse caso, vale a pergunta: de qual amor eles estão falando?

Antes, contudo, é bom ressaltar a inclinação desse movimento à teoria social marxista. Isso explica o Jesus sintético e a religião secular como produtos que eles tentam criar partir de evangelho interpretado à luz da luta de classes. Leia mais deste post

%d blogueiros gostam disto: