A religiosidade da teologia progressista


A118795B-E838-4C9C-A9DB-D1C454E9F02AAssisti três pregações de alguém que transita pela filosofia e pela teologia, que já se manifestou publicamente contra a tradição reformada, que rejeita o pentecostalismo e duvida da importância da ortodoxia. Sua fala é a “práxis”. Demoniza o capitalismo, mas mostra-se condescende com as milhões de mortes que as ideias revolucionárias produziram. Chama o primeiro de estrutura religiosa, mas poupa o segundo da mesma acusação.

Venera autores liberais, levanta as bandeiras da moral esquerdista e está fazendo especialização em ciências da religião com quem tenta ressuscitar a Teologia da Libertação.

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O valor da teologia


A questão real diz respeito ao valor de todo este estudo. Muitas pessoas acreditam que o estudo teológico tem pouco valor. Elas dizem: “Não preciso de teologia; preciso apenas conhecer a Jesus”. Mas a teologia é inevitável para todo cristão. É nossa tentativa para entendermos a verdade que Deus nos revelou –algo que todo cristão faz. Portanto, a questão não é se vamos nos engajar em teologia, mas se a nossa teologia é correta ou incorreta. É importante estudarmos e aprendermos porque Deus fez grande esforço para se revelar ao seu povo. Ele nos deu um Livro, que não deve ficar quieto numa prateleira exercendo pressão sobre flores secas, mas deve ser lido, examinado, meditado, estudado e, principalmente, entendido.

Um texto importante, nos escritos do apóstolo Paulo, se acha em sua segunda carta a Timóteo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2 Tm 3.16-17). Leia mais deste post

Uma nova EBD


7F9B61F7-46AD-4C27-9483-86E83BA4D062Por mais de uma ocasião eu já pude testemunhar relatos de professores de Escola Bíblica Dominical — atuando em diferentes denominações, de diferentes tradições teológicas — compartilhando suas experiências e como eles conduziam o processo de aprendizado de seus alunos. E uma tendência me chamou a atenção: o desprezo pela certeza acerca da verdade.

Conforme me relataram, eles viam como saudáveis em seus ouvintes — alunos, discipulandos, catecúmenos ou como queira — tanto a perpetuação da dúvida quanto a ideia de que a verdade não está acessível. Como assim? Um deles citou uma experiência de sala de aula em que duas opiniões completamente incompatíveis sobre determinado assunto bíblico foram reputadas como válidas. Segundo ele, elas se tratavam de opinões pessoais que mereciam respeito e não análise. Ou o elogio dado a um irmão que afirmara que não sabia sobre um determinado assunto, ao que ele foi elevado à exemplo de humildade perante os demais irmãos. O que há de comum nesses dois exemplos? A busca pela verdade é irrelevante. Parece que temos uma nova EBD surgindo (aqui eu faço menção às Escolas Bíblicas Dominicais por seu significado histórico como um lugar onde se transmite para as novas gerações o ensino bíblico, mas ela pode representar qualquer reunião ou modelo que tenha esse propósito).  E a nova EBD não tem certeza da Verdade.  Leia mais deste post

Natal


880FC7D5-2AB5-4FC8-AEEA-98BAE7B1D196“Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor” Lucas 2:14

Dar glórias a Deus é um valor caríssimo para quem nasceu da água e do Espírito. A primeira coisa que a pessoa aprende tão logo é ressuscitada com Cristo é que sua alegria reside inteiramente em viver para a glória de Deus. Qual o fim principal do homem? É glorificar a Deus e gozá-lo para sempre (Rm 11.36; 1Co 10.31; Sl 73.25-26; Is 43.7; Rm 14.7-8; Ef 1.5-6; Is 60.21; 61.3). A autojustiça ou mesmo a vanglória não cabem na vida cristã. Do início ao fim, e nas coisas mais simples, é em Deus que nos gloriamos e nos regozijamos.

Em sua oração sacerdotal, Jesus definiu a sua trajetória aqui na terra: “Eu te glorifiquei na terra, completando a obra que me deste para fazer” (Jo 17:4). Os exércitos celestiais celebraram a Deus no céu quando Cristo nasceu. E eles continuaram enquanto Cristo aqui pisou. E eles o fazem por toda eternidade: Leia mais deste post

A nova tolerância de Kleber Lucas


82745B3B-A0CE-4FFB-8486-2B6D19D64353Eu acredito que o cristianismo pode sentar-se à mesa para, com outras religiões, debater soluções para nossas mazelas sociais. Porque eu acredito na graça comum. Também sou contra a intolerância religiosa, motivada sempre pelo fanatismo. Sendo contra a intolerância, considero valor inviolável ao indivíduo o exercício da sua fé, que deve ter a sua liberdade garantida pelo aparato estatal. Incluo-me e a todos os que professam o corpo – sólido – das doutrinas históricas dó cristianismo. Leia mais deste post

Pastores isentos


silencio1Tenho percebido em minha timeline no facebook quão perniciosa é a pastores e teólogos uma fé dissolvida pela ideologia política. Refiro-me exclusivamente àqueles que ergueram as bandeiras da moral socialista quanto ao emprego, à desigualdade social e à política. Picados que foram pelo mosquito da superioridade moral (sentem que sua teologia e pregação são mais refinadas e puras por dar a elas uma moldura socialista), não hesitam em vociferar contra as mazelas deste mundo tenebroso em que vivemos.

Seus posicionamentos são claros, articulados e direcionados a toda hipocrisia das pessoas com o pobre e o necessitado, mesmo que esta resida no seio da igreja (nem vou comentar o esforço silencioso e hercúleo dessa mesma igreja anônima). Contudo, essa clareza e objetividade se perdem tão logo são obrigados a comentar assuntos que evidenciam a separação entre a cosmovisão cristã Leia mais deste post

Quando os pregadores desonram a Palavra de Deus – por John Piper


pregaçãoA Reforma Protestante foi uma recuperação do púlpito, e mesmo após quinhentos anos existem pregadores protestantes que involuntariamente desonram a Bíblia no púlpito. O que norteia a pergunta de hoje*, vinda de um pastor anônimo: Leia mais deste post

500 anos da Reforma: a Palavra fez tudo


luteroA Reforma Protestante se sustentou em cinco pilares, conhecidos como Cinco Solas. São eles: Sola Scriptura, Sola Christus, Sola Gratia, Sola Fide e Soli Deo Gloria.

A primeira reconhece somente a Bíblia como fonte de autoridade da verbum Dei (voz de Deus), sobre qual todas as outras devem ser testadas. Nenhuma palavra humana, nenhuma tradição eclesiástica ou mesmo promessa tem valor superior às Escrituras. O primeiro Solas é a afirmação da inerrância e da suficiência da Palavra de Deus.

A segunda é o permanente protesto contra o pluralismo religioso dos nossos dias. “Cristo é o único caminho de salvação para os que foram, são e serão salvos”, disse Zwinglio, o reformador suíço contemporâneo de Martinho Lutero. É o Solas que nos lembra que somente Cristo é o mediador entre Deus e os homens dizendo que “não há salvação em nenhum outro, porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4:12). Leia mais deste post

Quando o evangelho se torna contracultural


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“Assim diz o Senhor: Ponham-se nas encruzilhadas e olhem; perguntem pelos caminhos antigos, perguntem pelo bom caminho. Sigam-no e acharão descanso” ‭‭(Jeremias‬ ‭6:16‬).

Uma vez crido e obedecido, o evangelho promove na pessoa um novo conjunto de valores e direção. Quando o número dos que seguem o evangelho se multiplica aos milhões, temos, portanto, um significativo contrapeso à cultura que os cerca. Nesse sentido, o termo evangélico numa cultura hedonista, secular, imoral e avessa à verdade certamente soará como contracultural.

Isso explica bem as variadas reações “conservadoras” à tentativa de fragmentação da família e a consequente influência dos pais na educação moral e religiosa dos filhos. O marxismo cultural compreendeu bem, usando um linguajar bem próximo, que um povo alienado é facilmente dominado. E nada mais alienante do que alimentar o homem da obsessão por sua natureza animal, isto é, entregando-o aos seus desejos sexuais por meio de uma cultura que celebra a libertinagem e o fim de qualquer repressão (isto é, uma moralidade).

O tsunami sexual que varre o país é filho de uma ideologia que busca destruir qualquer vestígio da divindade (Gn 1:26) deixado no ser humano Leia mais deste post

Apêndice: uma análise de 1 Coríntios 5:1-7


bannerO príncipe dos puritanos, John Owen (1616-16830, deixou uma vasta obra teológica, na qual ele comenta, em riqueza de detalhes, quase todos os assuntos da vida da igreja. Em um capítulo sobre a administração da excomunhão na igreja, ele comenta sobre a disciplina eclesiástica e suas aplicações. O The Banner of Truth Trust1, importante veículo de propagação das obras puritanas em língua inglesa, publicou um e-book com essa abordagem de Owen, intitulado Church Discipline2 (Disciplina Eclesiástica). Com isso, eu compartilho um trecho muito rico de sua análise de 1 Coríntios 5:1-7, no conhecido caso de incesto praticado na igreja de coríntios. Vamos a ele: Leia mais deste post

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